A Polícia Federal (PF) está apurando um possível esquema de acesso ilegal, manipulação e vazamento de dados fiscais sigilosos supostamente extraídos dos sistemas da Receita Federal. Quase 2 mil pessoas podem ter sido vítimas, entre elas ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares.
Segundo a PF, os alvos fazem parte de uma organização criada para acessar ilegalmente os sistemas da Receita e comercializar informações privadas, que teriam sido utilizadas na produção de relatórios e dossiês sobre autoridades. Além de ministros do STF e parentes, estão na lista o procurador da República Paulo Gonê, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), deputados federais, ex-senadores, dirigentes de agências reguladoras e um ex-governador.
Na quarta-feira (1º de abril de 2026), a PF cumpriu um mandado de prisão e seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do caso.
Em fevereiro, na primeira fase da operação, as investigações focaram funcionários públicos lotados na Receita Federal. Por determinação de Moraes, os servidores investigados cumprem medidas cautelares que incluem uso de tornozeleira eletrônica, afastamento da função pública e proibição de deixar o país.
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