A Polícia Federal realizou nesta quarta (25) uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. Entre os alvos está Rafael Góes, CEO e sócio-fundador do grupo Fictor, empresa de investimentos que tentou comprar o Banco Master em novembro do ano passado, na véspera de sua liquidação. Pela manhã, agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do empresário. De acordo com a defesa, o celular dele foi apreendido.
Segundo a Polícia Federal, a investigação começou em 2024 e identificou que o grupo cooptava funcionários da Caixa, que inseriam dados falsos no sistema bancário para sacar e transferir recursos. Os valores eram ocultados em empresas de fachada e na compra de bens de luxo e criptomoedas, para dificultar o rastreamento. As fraudes podem chegar a mais de R$ 500 milhões.
Ao todo, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A Justiça Federal de São Paulo também determinou o bloqueio e sequestro de bens e valores no total de R$ 47 milhões, além da quebra de sigilos bancário e fiscal de investigados.
Os envolvidos podem responder por estelionato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
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