A Polícia Federal e o Ministério Público deflagraram nesta quinta-feira (25), no Rio de Janeiro e em São Paulo, mais uma fase da operação que investiga um esquema bilionário de fraudes nas lojas Americanas.
A segunda etapa da Operação Disclosure – expressão em inglês que significa divulgação – investiga irregularidades contábeis na varejista, uma das maiores e mais tradicionais do Brasil. Agentes da Polícia Federal cumprem nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais.
Entre os alvos estão executivos dos bancos Itaú, Bradesco e Santander, além de acionistas com grande participação nas Americanas. Segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes bancárias praticadas pela varejista ao longo de anos.
O escândalo veio à tona em janeiro de 2023, quando as Americanas entraram em recuperação judicial após a identificação de inconsistências de mais de R$ 40 bilhões. A apuração aponta que a empresa tomava empréstimos bancários sem registrá-los no balanço, o que resultava na apresentação de lucros falsos. Os responsáveis podem responder pelos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa.
Em nota, as Americanas informaram que “a companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada nos esclarecimentos dos fatos”. O Itaú Unibanco informou que “colabora ativamente com as autoridades desde 2023, prestando todas as informações sobre o caso Americanas”. O Santander informou que “segue colaborando com as autoridades, como tem feito desde o início das apurações”. E o Bradesco informou que “está à disposição das autoridades”.
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