O pix está na mira dos Estados Unidos, que consideram o meio de pagamento brasileiro um concorrente desleal. Segundo o escritório do representante de comércio dos EUA, o Brasil daria tratamento preferencial ao pix de forma injusta e discriminatória. O relatório do governo Donald Trump, que pode subsidiar medidas contra o país, aponta prejuízos para empresas de pagamento eletrônico dos EUA, como Mastercard, Visa e WhatsApp Pay.
A polêmica aumentou após declaração do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que defendeu um mecanismo semelhante ao pix, mas norte-americano: o Zelle. À primeira vista, ele pode até parecer com o pix, mas eles guardam diferenças fundamentais. Enquanto o pix é público, operado e gerenciado pelo Banco Central, toda a infraestrutura do Zelle é gerida por instituições privadas. Logo, há a decisão de cada banco ou fintech de se integrar ou não ao sistema.
Outra diferença é que o modelo norte-americano afirma que é preciso verificar com cada instituição se há cobrança de taxas. E enquanto o Zelle é limitado a pessoas físicas e transações entre pequenas empresas, o pix pode ser utilizado por todos no Brasil, sendo inclusive uma opção para recolhimento de impostos e cobrança de faturas. Países europeus e a China já se interessaram em usar o pix brasileiro
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