O plenário do Senado começa a debater nesta terça-feira (6) a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6 por 1. Aprovado na Câmara dos Deputados no fim de maio, o texto prevê uma jornada de 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução de salário. Os senadores precisam aprovar a PEC em dois turnos para que ela comece a valer. Mas o resultado das eleições do último domingo (4) pode impactar o andamento da matéria.
São necessárias cinco sessões de debates para uma deliberação final sobre o fim da escala 6 por 1. Dessas cinco sessões, três estão marcadas para esta semana: uma hoje, outra amanhã (7) e a terceira na quinta-feira (8). As outras duas serão realizadas na semana que vem. Só então a matéria poderá ser votada em plenário, em dois turnos, a não ser que os próprios senadores votem um calendário especial, reduzindo o número de sessões.
Para ser aprovada, a proposta precisa de 49 votos favoráveis dos 81 senadores. Mas, para isso acontecer, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, terá que cumprir um acordo que fez com o governo a respeito desse prazo. Isso passou a ser uma dúvida após os resultados das eleições de domingo, com o crescimento da direita e da extrema direita no Parlamento. Alcolumbre pode querer acenar para a oposição já pensando em uma futura composição do parlamento na próxima legislatura. Com isso, a tramitação pode voltar a caminhar a passos lentos.
Além disso, os senadores da oposição têm manifestado disposição para não registrar presença nas sessões, a fim de atrasar esse processo. Uma pesquisa da Nexus deste ano apontou que 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6 por 1 sem redução de salário.
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