O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Santana, pediu para ir para a reserva e foi atendido pela Secretaria de Segurança de São Paulo. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado, nesta quinta-feira (2), e já passa a ter efeito.
Com aposentadoria, Geraldo Leite Rosa Neto vai receber salário praticamente integral, cerca de R$ 21 mil, líquido. E um dos pontos que chama a atenção é a celeridade do processo que concedeu o benefício ao policial. Ele está preso desde 18 de março, indiciado por feminicídio e fraude processual no caso da morte de sua companheira.
Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro no apartamento em que o casal morava na capital paulista. O tenente-coronel reportou o caso às autoridades como suicídio. Depois, o registro foi alterado para morte suspeita e laudos do IML confirmaram marcas de agressão incompatíveis com suicídio.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o processo de expulsão do tenente-coronel está em fase final e ele pode perder a patente. A pasta disse ainda que a aposentadoria não interrompe o processo de expulsão dele da corporação. A defesa de Geraldo Leite nega o crime.
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