Um novo laudo necroscópico revelou lesões no corpo da policial militar Gisele Santana, que morreu com um tiro em casa na região central de São Paulo. A policial teve o corpo exumado depois de contradições no depoimento do marido, que também é um policial militar. Ele alega que a mulher tirou a própria vida, mas a suspeita é que tenha ocorrido ali um feminicídio.
O laudo feito depois da exumação do corpo da PM Gisele Santana apontou a presença de lesões no rosto e no pescoço compatíveis com marcas de unhas e dedos. As lesões podem sugerir que Gisele tenha sido esganada e que tenha desmaiado antes de sofrer o disparo. Gisele morreu no dia 18 de fevereiro. O caso havia sido registrado primeiro como suicídio, mas passou a ser investigado como morte suspeita.
O corpo de Gisele foi encontrado com um tiro na cabeça no apartamento que dividia com o marido, o tenente-coronel da PM paulista Geraldo Leite Rosa Neto. A causa da morte foi traumatismo cranioencefálico grave provocado por disparo de arma de fogo. A presença de fuligem, que são os efeitos da explosão da pólvora, indica que o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça da PM.
Um novo depoimento e imagens de câmeras de segurança do condomínio mostram que três policiais militares estiveram no apartamento de Gisele depois que a PM morreu para limpar o imóvel.Gisele tinha 32 anos de idade e tinha um relacionamento com Geraldo Leite Rosa Neto desde 2023. A família da PM alega que ela sofria uma relação abusiva com o policial.
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