No Rio de Janeiro, o Tribunal do Júri analisa, nesta terça-feira (25), o caso do policial militar Carlos Fernando Dias Chaves, que matou duas pessoas depois de confundir um macaco hidráulico com uma arma.
Após mais de uma década, o sargento da Polícia Militar vai a júri pelo assassinato dos jovens Tiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17 anos, em outubro de 2015. O julgamento está previsto para começar no início da tarde no 4º Tribunal do Júri da Capital.
De acordo com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, que atua como assistente de acusação representando a família de Tiago, o crime aconteceu durante um patrulhamento na Pavuna, Zona Norte do Rio. Os dois jovens passavam de moto pela viatura da PM quando foram atingidos. O sargento alega que teria confundido um macaco hidráulico, que Jorge Lucas carregava na garupa da moto, com uma arma.
A Defensoria, porém, destaca que essa versão é contestada por policiais militares que presenciaram o crime. Eles dizem que chegaram a avisar o sargento Chaves de que se tratava de uma ferramenta, mas ele disparou mesmo assim. Tiago e Jorge foram atingidos pelas costas e morreram no local.
Atualmente, o policial militar está preso por envolvimento com Rogério de Andrade. Chaves integraria a segurança pessoal do bicheiro.
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