Pelo menos 17 pessoas foram presas em uma operação da Polícia de São Paulo contra o tráfico de drogas e o crime organizado. A organização criminosa tem relação com o Primeiro Comando da Capital e tinha funções específicas junto ao tráfico de drogas, como fiscalizar as vendas e até controlar atestados médicos de traficantes afastados da atividade criminosa por doença.
O alvo da operação é uma quadrilha que, segundo a polícia, controlava 84 pontos de vendas de drogas na zona leste da capital paulista e em municípios próximos, como Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos e Poá. Foram expedidos 38 mandados de prisão. Segundo a polícia, o faturamento de um dos pontos de vendas de drogas chegava a quase R$ 700 mil por semana.
“Nós vimos uma verdadeira estrutura criminosa. Nós tínhamos até licença médica de indivíduos que cuidavam de pontos de tráfico. Indivíduos que estavam enfermos, doentes, e não poderiam estar trabalhando nos pontos de tráfico, eram afastados, e isso era contabilizado lá pelos auditores. Por isso a importância desses indivíduos”, conta o delegado-geral de São Paulo, Artur José Dian.
A Polícia Civil diz que chegou aos alvos dessa operação de hoje a partir da apreensão de um celular, em uma ação anterior, de um homem apontado como liderança dessa mesma organização.
Também realizada hoje uma ação, desdobramento da Operação Carbono Oculto, que revelou um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de produção e venda de combustíveis. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em postos de gasolina, para analisar possíveis adulterações dos combustíveis ou sonegação fiscal.
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