Em São Paulo, a policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, que matou com um tiro Thawanna da Silva Salmázio, foi suspensa de suas funções por decisão judicial.A medida impõe restrições como a proibição de portar arma de fogo, de manter contato com testemunhas e familiares da vítima e de deixar a cidade sem autorização da justiça.Vídeos e fotos mostram que a decisão impõe uma série de restrições à agente de segurança, como não portar arma de fogo, não manter contato com testemunhas e parentes da vítima, nem deixar a cidade sem autorização da Justiça.A policial militar deverá ainda ficar recolhida em casa das dez da noite até as cinco da manhã.Na noite de 3 de abril, a policial Yasmin Ferreira e outro agente circulavam com a viatura. Segundo Luciano Gonçalves dos Santos, companheiro de Thawanna, os dois caminhavam na rua quando ele se desequilibrou e bateu com o braço no retrovisor da viatura policial, que parou para averiguar a situação.Depois de uma discussão entre os policiais militares e o casal, Yasmin Cursino atirou contra a mulher, que morreu menos de uma hora depois.O caso é investigado tanto pela Polícia Civil quanto pela Polícia Militar. A Ouvidoria da Polícia do Estado também acompanha o caso. Além de uma série de irregularidades nos procedimentos adotados pelos policiais, a Ouvidoria quer entender se, após o tiro, houve erro de procedimento também ao não deixar a família levar a mulher ao hospital, que é muito perto do local.Uma perícia contratada pelo companheiro de Thawanna identificou inconsistências no caso, como comprometimento da cena do crime, incluindo a manipulação de um possível estojo de munição, que depois foi encontrado a cerca de nove metros do ponto do disparo, considerado incompatível com a trajetória normal.O parecer diz ainda que, antes do disparo, Thawanna estava de frente para a agente, sem representar ameaça letal iminente, o que justificaria um ato de legítima defesa da policial.
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