Com essa escalada da guerra, o preço do petróleo chegou a atingir, nesta quinta-feira (19), US$119 dólares o barril. E isso impacta o Brasil. Ainda não há falta de diesel, o país tem reservas, mas é normal que o mercado se antecipe, prevendo até uma possível crise no abastecimento. O Sindicom, que representa as principais distribuidoras de combustíveis no Brasil, já alertou o governo apontando que há riscos de desabastecimento de combustíveis.
Esse comunicado das distribuidoras ao governo acende um alerta maior nos preços. O diesel já subiu 11% da semana passada para cá. E isso tem tudo a ver com essa cotação do petróleo tipo Brent, que chegou a ser negociado hoje por quase US$ 119 dólares o barril, na máxima do dia, e agora recua para cerca de US$ 104. Antes desse conflito, o preço do Brent girava entre US$ 80 e US$ 90 o barril. Foi um salto de quase 30% desde o início dos ataques.
A oscilação é importante porque o Brent é referência de preço para o mundo inteiro. Ele sinaliza para o mundo, e também para o Brasil, que pode faltar petróleo ou que pode ficar mais difícil consegui-lo.
A comida que chega à nossa mesa depende do diesel, por exemplo. Se o diesel sobe, o frete e o transporte ficam mais caros, e o custo dos alimentos pode crescer. Então, quando o Brent sobe, ele não afeta só o mercado — ele pressiona a inflação e encarece o custo de vida. É por isso que o governo está atento e vem anunciando medidas desde a semana passada.
Na quarta-feira (19) o Ministério da Fazenda pediu ajuda aos governadores para zerar, por dois meses, o ICMS em cima do diesel importado e prometeu devolver 50% daquilo que o estado deixar de arrecadar.
O presidente Lula reforçou esse pedido hoje na intenção de tentar amortecer essa alta nos preços.
“Não é necessário aumentar nas bombas para o trabalhador, não é possível que queiram transferir para o caminhoneiro o preço da guerra do Irã. E também pedir para os governadores. Os governadores, Alckmin, poderiam fazer uma isenção do ICMS. Poderiam. E o governo ainda vai devolver metade da isenção que eles fizerem. Vamos ver se eles vão fazer. Porque nós temos que fazer o sacrifício para tentar evitar que essa guerra do Irã chegue ao prato do feijão com arroz do povo brasileiro.”
O aumento do preço dos combustíveis, impactado pelas tensões internacionais, já afeta o consumidor em várias partes do país. No Piauí, o governo estuda medidas para reduzir esse impacto.
Uma delas é a redução temporária do imposto sobre o diesel importado. A expectativa é que a medida ajude a conter a alta nos postos. A reportagem é da TV Antares, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
Compartilhar:
