Os Correios apresentaram um balanço da reestruturação da empresa. No ano passado, o deficit foi de mais de R$ 8,5 bilhões. O prejuízo é três vezes maior do que o registrado em 2024. A maior parte, R$ 6,4 bilhões, está relacionada a processos judiciais, especialmente demandas trabalhistas, valor 55% acima do registrado no ano anterior. A empresa acumula 14 trimestres de resultados negativos desde o fim de 2022.
A receita bruta de 2025, sem considerar despesas, foi de R$ 17,3 bilhões, 11% abaixo do registrado em 2024. Os Correios receberam R$ 12 bilhões em empréstimos de bancos públicos e privados e preveem chegar a R$ 20 bilhões.
Dentro da reestruturação, houve dois planos de demissão voluntária: em 2026, com adesão de 3.181 pessoas, e entre 2024 e 2025, com 3.756 adesões. A expectativa era de 10 mil desligamentos.
Outras medidas incluem redução de custos em operações de recebimento, distribuição e entrega, fechamento de mil agências deficitárias, leilões de imóveis e renegociação de dívidas. O presidente Emmanuel Rondon descarta a privatização e afirma que o foco é preservar a viabilidade da empresa.
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