Fafen-BA recebeu cerca de R$ 100 milhões de investimentos até o momento. Com retomada, será possibilitada a geração de 900 empregos diretos e 2.700 indiretos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita nesta quinta-feira, 14 de maio, a fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia (Fafen-BA), que teve sua produção reiniciada no mês de janeiro de 2026. Com investimento de R$ 100 milhões, a fábrica tem capacidade de produção de 1.300 toneladas diárias de ureia, o que representa aproximadamente 5% da demanda nacional.
A retomada integra a carteira de fertilizantes do Novo PAC, cujo valor consolidado é de cerca de R$ 5,9 bilhões. O conjunto dos investimentos busca recompor a capacidade nacional de produção de fertilizantes nitrogenados, reduzir a exposição externa e fortalecer a segurança alimentar.
Com o retorno das operações da Fafen-BA, será possibilitada a geração de 900 empregos diretos e 2.700 empregos indiretos. Os fertilizantes são insumos essenciais para manutenção e aumento da produtividade agrícola nacional e, consequentemente, para a segurança alimentar. A fábrica havia sido hibernada pela Petrobras em 2019, como parte do plano de desinvestimentos da companhia, e voltou a operar em meio ao processo de reativação das plantas de fertilizantes nitrogenados no Brasil.
Na ocasião, também serão celebrados os investimentos da Petrobras em projetos socioambientais e culturais no estado, com destaque para o lançamento da seleção pública para catadores de materiais recicláveis com foco em Óleos e Gorduras Residuais (OGR) e a contratação dos projetos “Plano Anual de atividades da Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê” e “Bando de Teatro Olodum – 35 anos de Arte Negra”.
RETOMADA DA PRODUÇÃO — Em março de 2018, no contexto do plano de desinvestimentos e saída da Petrobras do setor de fertilizantes, foi anunciado o fechamento das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia e de Sergipe. Em janeiro de 2019, as unidades foram hibernadas e, em 2020, arrendadas à Unigel. As plantas foram operadas pela empresa até 2023, quando houve paralisação sob a justificativa de inviabilidade econômica associada ao preço do gás natural.
A partir de 2023, a Petrobras decidiu retomar o segmento de fertilizantes. Em 2025, após acordo com a Unigel, reassumiu as Fafens. A Fafen-SE teve sua operação retomada em dezembro de 25 e a Fafen-BA em janeiro de 2026.
A retomada da produção nacional de fertilizantes pela Petrobras fortalece a capacidade nacional e redução da dependência de insumos vindos de fora. Antes do retorno das fábricas do Nordeste, 100% da ureia demandada no país era importada. Esse movimento está alinhado ao desenvolvimento econômico e futuro da energia, uma vez que reduz longas rotas de transporte internacional, melhora as pesquisas locais e abre caminho para uma menor emissão associada ao desenvolvimento da logística e do fortalecimento do mercado interno. Isso significa apoiar a redução de impactos ambientais no transporte e dialogar diretamente com os desafios das mudanças climáticas.
MERCADO INTERNO — Com Fafen-BA, Fafen Sergipe e Araucária Nitrogenados S.A (ANSA) em operação comercial, a Petrobras projeta alcançar cerca de 20% do mercado interno de ureia; com a entrada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas/MS, a expectativa é chegar a aproximadamente 35% do mercado nacional nos próximos anos.
PROJETOS SOCIOAMBIENTAIS — Na ocasião, também será celebrado os investimentos da Petrobras em projetos socioambientais da Bahia. Atualmente, são 20 projetos socioambientais no estado, que somam mais de R$105 milhões em investimentos até 2030. Com foco em educação, qualificação profissional, desenvolvimento econômico sustentável e conservação marinha, as iniciativas apoiadas pela companhia abrangem cerca de 35 municípios.
Durante o evento na Fafen-BA, também será lançada a seleção pública para catadores de materiais recicláveis com foco em Óleos e Gorduras Residuais (OGR). O projeto envolve a estruturação de cooperativas de catadores para receberem e comercializarem óleo de cozinha usado que pode ser incorporado ao diesel R. Valor da seleção para a Bahia: R$ 5 milhões.
PROJETOS CULTURAIS — Já no âmbito cultural na Bahia, a Petrobras já investiu cerca de R$ 31,5 milhões em projetos como Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira (Muncab), Jam no MAM, MOVE – Música em Movimento, Diáspora LAB e Plano Anual de atividades da Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê.
Os projetos do Ilê Aiyê e do Bando de Teatro Olodum representam expressões culturais importantes para o estado:
- Plano Anual de atividades da Associação Cultura Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê: com investimento de R$4,5 milhões, o projeto consiste na realização de eventos culturais do Ilê Aiyê, como Ensaios de Verão, Noite da Beleza Negra, Desfile do Carnaval e Festival de Música Negra. Os eventos serão transmitidos em redes sociais e devem contar com exibição em TV. O Ilê foi o primeiro bloco afro do Brasil, pilar de resistência, educação e valorização da cultura afrobrasileira, que revolucionou o Carnaval ao introduzir temas de matriz africana, estética negra e luta antirracista.
- Bando de Teatro Olodum – 35 anos de Arte Negra: Com investimento de R$ 2,5 milhões, o projeto é um dos 140 selecionados em edital público lançado pela Petrobras em 2024 e será executado ao longo de dois anos, além de contar com dezenas de contrapartidas sociais e ambientais. O grupo promove a valorização da arte negra, a inclusão social, a formação de artistas e o fortalecimento da cultura afro-brasileira por meio de produções teatrais.



