O governo federal já pediu o bloqueio de mais de 13 mil sites ilegais de apostas nas últimas duas semanas, desde quando as bets foram proibidas no país. Os sites oficiais das plataformas foram encerrados oficialmente nessa terça-feira (6).
Com a proibição das bets, dos 188 sites que tinham autorização para operar no país, apenas um ainda estava funcionando. Ontem o bloqueio já havia sido solicitado pelo governo. Além das plataformas de jogos, incluindo as que eram ilegais, o governo mandou retirar do ar também milhares de publicações em redes sociais relacionadas a apostas.
Apostadores puderam fazer a retirada do dinheiro das plataformas de jogos até a última segunda-feira, mas 26 milhões de pessoas deixaram de resgatar no prazo, cerca de R$ 1,3 bilhão. Agora, a devolução dos valores acontece por meio de instituições financeiras até o dia 14 de outubro.
A proibição das bets foi anunciada no dia 25 de setembro, com a publicação de medida provisória pelo governo. A partir desta terça-feira (6), todos os sites deveriam ficar indisponíveis. As plataformas têm até hoje para encaminhar aos bancos os saldos de cada apostador discriminados por CPF para pagamento.
A partir do dia 14, se houver problemas na devolução do dinheiro, a Caixa vai atuar como intermediária. O governo e o Banco Central estimam que, apenas na primeira semana de proibição, cerca de R$ 2 bilhões deixaram de ir para as plataformas.
Para o economista da UFJF Fernando Agra, "agora, esse dinheiro é como se ele voltasse para o bolso do cidadão, para o bolso da população. Economia circulando gera mais empregos, gera mais renda. O próprio governo arrecada mais".
Outro efeito positivo é o alívio no SUS. O instituto de estudos para políticas de saúde estimou prejuízos de quase R$ 39 bilhões por ano relacionados aos custos sociais dos jogos, incluindo suicídios, depressão e tratamentos médicos, por exemplo.
"É muito benéfico do ponto de vista da saúde para o indivíduo e pro ponto de vista do governo, que vai tender a gastar menos com esse indivíduo lá no saúde do serviço público e com o próprio setor privado para aqueles indivíduos que utilizam a saúde privada, a tendência de gastar, né, dos planos de saúde, gastarem menos", afirma o economista da UFJF Fernando Agra.
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