Nesta quinta-feira (25), é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha. Para celebrar a data, o Ministério da Saúde fará uma projeção no edifício do Congresso Nacional, a partir das 18 horas, em reconhecimento à contribuição das mulheres negras para o avanço da saúde no Brasil. No Brasil, as negras representam 60,9% das usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com Pesquisa Nacional de Saúde 2020, do IBGE. Apesar de compor a maioria, esse grupo populacional enfrenta desafios únicos diante de fatores raciais e de gênero. Por isso, um dos focos da ação é dar visibilidade e ampliar a discussão acerca da promoção da saúde da mulher negra – uma das prioridades para a pasta. Entre os profissionais do SUS, 67% são mulheres Dados da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) apontam que as mulheres representam a maioria (67%) entre os trabalhadores do SUS. Somente na rede pública, são mais de 2,1 milhões de mulheres. Por isso, além de reconhecer a sua contribuição, a pasta tem trabalhado na superação das desigualdades em saúde. Um dos exemplos é o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras no SUS. Políticas de equidade O programa, que conta com parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), faz parte do compromisso assumido pelo governo federal de enfrentamento às desigualdades de gênero, raça e etnia no âmbito do trabalho no SUS. Ele prevê políticas de equidade, com ações de saúde mental e gênero, acolhimento no processo de maternagem, enfrentamento a violências relacionadas ao trabalho, formação e educação permanente. A estimativa é que as ações previstas impactem, direta ou indiretamente, 2,1 milhões de mulheres trabalhadoras da saúde em exercício no Brasil, bem como nos processos formativos de estudantes de todos os cursos da saúde. Uma das ferramentas do programa é o aplicativo SUS Digital, que conta com a funcionalidade Equidade SUS para auxiliar trabalhadores no combate a episódios de violência, preconceito e discriminação no SUS. Para desenvolver esse serviço digital, o Ministério da Saúde ouviu trabalhadoras e usuárias do SUS, representantes de comunidades, profissionais de tecnologia e gestoras da saúde para garantir que o aplicativo atenda às necessidades reais do público-alvo. Nadja Alves dos Reis Ministério da Saúde
25 de jul. de 2024
Projeção no Congresso Nacional homenageia mulheres negras
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