Realizado na Fundaj, o evento apresentou diversas possibilidades de ingresso na carreira científica para meninas e mulheres
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) realizou, nesta segunda-feira (8), no campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte, o evento "Quero ser cientista: Meninas e Mulheres nas Ciências". Com a presença de cientistas de vários ramos, a programação teve o intuito de fomentar a entrada de meninas e mulheres na carreira científica.
O evento é realizado por meio da Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes/Fundaj), da Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor/Fundaj) com o Mestrado Profissional de Sociologia em Rede Nacional (ProfSocio), do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Desenvolvimento (PPGPPD), e da Universidade Federal Rural de Pernambuco.
O público foi composto por estudantes do 7° ano do Ensino Fundamental ao 2° ano do Ensino Médio. Na mesa de apresentação, estavam professoras e pesquisadoras vinculadas à Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e instituições como Universidade Federal Rural de Pernambuco, Universidade Federal da Paraíba, Universidade Federal de Uberlândia e Instituto Federal de Pernambuco.
A abertura do evento foi da presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar, que fez a saudação inicial exortando os/as jovens a não desistirem dos seus sonhos e sempre questionarem o que não contribui para a melhoria da sociedade. “Todas vocês têm possibilidades de se tornarem cientistas e de contribuírem com o desenvolvimento e soberania do Brasil"
“As mulheres precisam dominar todos os campos e participar mais de todos os campos. Temos uma predominância de mulheres nas humanidades, temos mais equilíbrio na saúde, mas temos menor participação de mulheres nas áreas exatas. A gente precisa ampliar a participação das mulheres nesse campo, e isso começa com o estímulo a estudantes do ensino fundamental e médio”, comentou a diretora da Dipes, Luciana Rosa Marques, na abertura do evento.
Ana Abranches, diretora da Difor, comentou sobre a importância de se questionar sobre o mundo e de como essa característica faz parte do ser cientista. “A curiosidade é o motor da vida acadêmica. Aqui é o momento de tirar dúvidas, de conversar com pessoas de diversas áreas e encontrar informações sobre um desses caminhos que vocês podem trilhar na graduação”, explicou.
Participaram das mesas da manhã as cientistas Ana Beatriz Monteiro (UFPE), Luana Santos (Fundaj), Viviane Toraci (Fundaj), Cristina Araripe (Fiocruz), Chiara França (UFRPE), Andreza Alencar (UFRPE) e Rosário Andrade (UFRPE).
Luana Santos, em sua participação na primeira mesa, comentou sobre como o rosto de alguém da ciência já não é apenas um homem branco barbudo.“A ciência está mudando e nós somos a cara da ciência. Essas belas mulheres que estão aqui, apresentando, estão todas na ciência”, contou.
Na mesa “Quero Ser Cientista”, mediada pela pesquisadora da Fundaj Darcilene Gomes, as Jaqueline Rodrigues (IFPE) e Luana Santos (Fundaj e mestranda da UFPE) falaram sobre as possibilidades nas áreas das ciências. Os jovens de Ensino Médio presentes abordaram suas impressões sobre o “ser cientista” e compartilharam seus sonhos dentro das ciências.
Já em uma roda de diálogos, Maria Eulina de Carvalho (UFPB), Lúcia Vannuchi (UFU/ProfSocio) e Andrezza Carolina Carneiro Tomás (IFPE) falaram com os estudantes sobre projetos de inclusão e a importância da participação feminina nas ciências – apesar da necessidade de equidade. A roda foi mediada por Natália Melo (UFRPE).



