Nesta quarta-feira (5), representantes de movimentos sociais e comunidades do Rio de Janeiro tiveram uma reunião com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, em Brasília. Na pauta, a megaoperação policial realizada na semana passada e a ADPF das Favelas, que é uma iniciativa do Judiciário para reduzir a violência policial no Rio de Janeiro.
Depois da reunião de hoje, representantes dos grupos sociais reforçaram a necessidade de manter controle sobre a ação policial e que a perícia não deve ser submetida ao mesmo comando estadual que determinou a ação.
“O controle da atividade policial deve ser feito por quem não participou diretamente da operação policial. O próprio ministro Alexandre de Moraes coloca o descompasso entre o que foi um ano de investigação policial e o que foi, de fato, o desdobramento da operação. E ele toca, especialmente, apenas cinco dos presos foram, de fato, oriundos daqueles mandados de busca e apreensão originais. Ou seja, das mais de 200 vítimas da operação, entre mortos e presos, apenas cinco estavam no inquérito original. Esse descompasso, o ministro Alexandre de Moraes chamou bastante atenção para ele e disse que isso deva ser apurado”, destacou a deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ), integrante da Comissão de Direitos Humanos da Alerj.
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