A guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã levou o mundo a uma grave crise energética e se espalhou por todo o Oriente Médio.
A guerra começou na madrugada do dia 28 de fevereiro, um sábado, com ataques coordenados israelenses e americanos a alvos estratégicos do Irã. Já no primeiro deles foi morto o líder supremo do país, Ali Khamenei, o primeiro de uma série de lideranças iranianas a ser eliminado. Esse primeiro dia de conflito também ficou marcado pelo ataque a uma escola de meninas em Minab, no sul do Irã, que provocou a morte de 153 pessoas, sendo mais de 100 de estudantes. Investigações comprovaram que um míssil americano atingiu a escola. Segundo os Estados Unidos, o alvo era uma base militar do Irã.
Israel e Estados Unidos também bombardearam instalações nucleares e centros de comando e de mísseis da Guarda Revolucionária. O Irã retaliou cada ataque lançando mísseis e drones contra cidades israelenses. O Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, foi fechado pelo Irã, fazendo os preços dispararem para mais de US$ 120 o barril e com previsão de passar dos US$ 200.
A Guarda Revolucionária logo espalhou o conflito para todo o Oriente Médio, com ataques a bases militares dos Estados Unidos e a navios estrangeiros no Estreito de Ormuz. Escolhido sucessor de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei prometeu aos iranianos manter a guerra contra Israel e Estados Unidos. Apoiado pelo Irã, o Hezbollah entrou no conflito lançando foguetes contra Israel, que atacou as posições do grupo no sul do Líbano, principalmente a capital Beirute.
Os Houthis, que controlam parte do Iêmen, também saíram em apoio ao Irã. A guerra nesses 38 dias já deixou milhares de mortos e feridos no Irã, em Israel e no Líbano.
Fernando Brancoli, professor da UFRJ, faz análise do cessar-fogo
O professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Fernando Brancoli comentou o cessar fogo na guerra do Oriente Médio.
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