Começou hoje (1º), no Rio de Janeiro, o último grande evento do Brics durante a presidência brasileira do bloco. É um encontro de organizações da sociedade civil de vários países que discutem os desafios mundiais sob um ponto de vista popular.
Cooperação econômica e multilateralismo estão entre as propostas da Cúpula Popular dos Brics, bloco formado por 11 países, como Brasil, Índia, China e Rússia, e convidados. O Conselho Popular do bloco, que se reúne até quinta-feira (4), conta com representantes de 21 países. São movimentos sociais e instituições da sociedade civil que, por meio do Brics, podem influenciar nas decisões tomadas em nível global.
O Conselho Civil Popular do Brics foi criado no ano passado por uma iniciativa da Rússia, para dar voz a movimentos populares de estudantes, professores e organizações não governamentais nas pautas estratégicas do bloco. A Cúpula Popular é o último grande encontro do Brics durante o período de presidência brasileira do bloco. A Índia é o país que assume a liderança no ano que vem.
“Esse ano foi bastante importante para a consolidação do conselho, e a consolidação do conselho é justamente ter essa incidência no processo de negociação, a partir da realidade popular, da sociedade civil dos países dos Brics”, afirma Judite Santos, integrante do Conselho Civil dos Brics/MST.
Entre os temas que vão ser debatidos está a redução da dependência do dólar nas operações realizadas por países em transações internacionais. Segurança alimentar e produção agroecológica também estão entre os interesses do grupo. Muitos países que integram o bloco lideram a produção de grãos, carnes, fertilizantes e fibras. Cerca de 70% da produção agrícola global passa pelo Brics.
"A sociedade civil é que tem que se mobilizar para defender a natureza, plantar árvore, fazer reflorestamento, defender a água. Assim em outros temas, como por exemplo, a construção de moradia popular. Se a população não se envolve, não há governo que consiga construir casa”, diz, João Pedro Stedile.
Compartilhar:


