Um policial militar atirou e matou uma mulher que estaria em surto na tarde de quinta-feira (15), na zona oeste da capital paulista. Ele chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado hoje, após audiência de custódia. Esse é segundo caso só nesta semana e o terceiro neste mês em que uma pessoa aparentemente em surto é morta pela Polícia Militar de São Paulo.
As imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que moradores e policiais identificam a mulher, que estaria em surto, caminhando com uma faca na mão. A ação é rápida. A mulher caminha e um dos policiais dispara. Ela morre no local.
De outro ângulo, é possível acompanhar a ação e ouvir os policiais dando ordem para que ela largue a faca. Mas ela não solta o objeto.
O policial militar que fez o disparo foi preso em flagrante. As circunstâncias da ocorrência serão investigadas pelas polícias civil e militar.
Um decreto federal de 2024 disciplina o uso da força pelos profissionais da segurança pública. Um trecho prevê que os agentes devem priorizar a comunicação, a negociação e o emprego de técnicas que impeçam uma escalada da violência. E que o emprego de arma de fogo é medida de último recurso. Manuais da Polícia Militar nos estados têm orientações semelhantes.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou, em nota, que realizou uma reunião com os comandos das Polícias Militar e Civil. O objetivo foi avaliar os procedimentos operacionais, a quantidade necessária de equipamentos de menor potencial ofensivo e a ampliação do efetivo habilitado para utilizá-los em situações como essa que acabamos de mostrar.
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