Saúde e Meio Ambiente discutem estratégias para enfrentamento à poluição do ar
Como parte das ações, o encontro apresentou diretrizes para mitigar os impactos dos episódios críticos de poluição, visando fortalecer a vigilância em saúde Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
20/08/2024 14h48
Atualizado em 20/08/2024 16h21
Foto: Laudemiro Francisco Bezerra/MS
O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), deu mais um importante passo no enfrentamento às mudanças climáticas ao realizar um evento para debater os episódios críticos de poluição do ar e sua relação com a saúde humana. O encontro ocorreu nesta terça-feira (20), em Brasília.
O evento reuniu, além de representantes das duas pastas, especialistas e membros da sociedade civil para compartilhar experiências nacionais e internacionais, analisar metodologias de identificação e tratamento de episódios críticos de poluição do ar, e coletar subsídios para a revisão dos valores de referência dos níveis de atenção, alerta e emergência. Também foram discutidas diretrizes para a elaboração do guia para os Planos de Atendimento a Episódios Críticos de Poluição.
As duas pastas têm trabalhado em conjunto para apoiar a formulação de políticas públicas de saúde ambiental, bem como para aprimorar a qualidade das informações e fortalecer a vigilância em saúde no Brasil. Um exemplo dessa colaboração foi o lançamento, em junho deste ano, do Painel Vigiar: Poluição Atmosférica e Saúde Humana, uma ferramenta para identificar áreas com maior exposição ao material particulado fino e seus impactos.
Representando a ministra da Saúde, a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, destacou que a poluição atmosférica não só afeta a saúde e a qualidade de vida, mas também aumenta os custos para o Estado devido ao maior número de atendimentos e internações hospitalares. Esses gastos poderiam ser reduzidos com a melhoria da qualidade do ar nas áreas urbanas.
"Estamos há um ano e meio reconstruindo a confiança em um processo árduo, com momentos difíceis. Tivemos que dedicar muita energia para fazer mudanças significativas em pouco tempo. Nesse período, trabalhamos de forma conjunta e conseguimos, por exemplo, entregar um painel para monitorar a poluição atmosférica. Muitas outras entregas virão", afirmou Ethel.
A secretária ressaltou a preocupação com a saúde das populações vulneráveis e dos trabalhadores na linha de frente quando ocorrem queimadas, por exemplo. “Este governo de integração luta pela saúde humana, do meio ambiente e da agricultura, incluindo a qualidade dos alimentos dos quais dependemos. A má qualidade do ar não afeta a todos de forma igual; os mais vulneráveis sofrem mais. No ministério, criamos uma nova coordenação climática e de saúde e uma sala nacional de emergência climática e saúde, monitorando em conjunto com estados e municípios”, acrescentou.
O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, também participou do evento e reforçou o compromisso das duas pastas no trabalho conjunto pela retomada de políticas públicas com a participação da sociedade.
A representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, também participou do evento.
Qualidade do arO Brasil tem avançado na luta contra as mudanças climáticas, como demonstrado pela instituição da Política Nacional de Qualidade do Ar (PNQAr), em maio deste ano. A nova legislação surge em resposta a anos de debates sobre os impactos da baixa qualidade do ar na saúde, liderados principalmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que em 2019 classificou a poluição atmosférica e as mudanças climáticas como temas prioritários para a saúde humana. Com essa nova legislação, o Brasil fortalece suas normas de qualidade do ar, alinhando-se às tendências globais de descarbonização e cuidados climáticos.
Ainda como parte das ações para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, o Ministério da Saúde criou a Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde. O mecanismo, inédito na pasta, é uma ferramenta de gestão para planejar respostas às emergências como queimadas, escassez de água, chuvas intensas e outras ocorrências relacionadas ao clima.
Edjalma Borges
Ministério da Saúde
Categoria Saúde e Vigilância Sanitária
Tags: vigilância em saúde e ambientemeio ambientepolíticas públicasmudanças climáticas



