O fenômeno do El Niño de 2026 pode ser o mais intenso em décadas, de acordo com as projeções feitas por especialistas de órgãos nacionais e internacionais. E com ele vem também uma série de implicações na saúde, como problemas respiratórios e desidratação. Nesta terça-feira (30), o Ministério da Saúde apresentou novas medidas para fortalecer a capacidade de resposta do SUS aos possíveis efeitos do El Niño na saúde da população.
As iniciativas apresentadas nesta terça-feira integram o "AdaptaSUS", do Ministério da Saúde e ampliam a vigilância, a preparação e a resposta diante de eventos extremos. Entre as novidades está a expansão de mais 8 bases da Força Nacional do SUS, distribuídas por todas as regiões do país. A ideia é que as equipes cheguem a qualquer emergência em até 12 horas e possam iniciar ações compatíveis com o desastre em até 72 horas. Até 2027, as novas bases estarão em Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro, além de unidades no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Outra novidade apresentada hoje é a implantação dos centros de informação em saúde e clima nas cinco regiões do país, que deve integrar dados epidemiológicos, demográficos, socioeconômicos e climáticos para monitorar riscos em tempo real. E um painel nacional de calor extremo deve enviar previsões diárias para os 5.570 municípios brasileiros com até cinco dias de antecedência. A intenção é apoiar o planejamento de ações de preparação e resposta em períodos de temperaturas muito altas.
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