Um projeto em São Luís está oferecendo suporte a famílias de crianças e adultos atípicos. Mães, avós e cuidadores recebem acompanhamento psicológico, terapias e apoio multidisciplinar, com o objetivo de reduzir o estresse e preservar a saúde mental de quem cuida diariamente.
“A gente para cuidar de criança atípica a gente tem que estar bem. Toda vez que eu ia fazer terapia com ele, eu pedia pro médico ‘doutor, me consulta. Porque eu estou precisando, eu sinto que estou precisando’”, desabafa Leacilene Santos, avó atípica.
Uma grande ajuda para mães, avós e famílias cansadas. Quem oferece amor e carinho diariamente também precisa ser cuidado. E esse é o objetivo do projeto Cuidar Mais, oferecido pela Apae de São Luís a quem tanto faz pelas crianças, adolescentes e adultos atípicos.
Desde o início do projeto no ano passado, mais de 400 pessoas já foram atendidas por psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais e outras assistências oferecidas pela Apae do Maranhão.
De acordo com o estudo Retratos do Autismo no Brasil:• 70% das famílias não se sentem confortáveis em relação ao futuro da criança autista;• 57% dizem não saber como agir em situações desafiadoras em momentos de crise;• 48% têm dificuldade de encontrar tempo para descansar e exercer o autocuidado.
Por isso, cuidar da saúde física e mental das famílias de pessoas autistas é uma urgência social. As mães geralmente ficam com todas as tarefas domésticas e o acompanhamento de terapias necessárias. Por isso são as mais sobrecarregadas.
A oferta de cuidados a famílias atípicas reduz ansiedade, depressão e outros problemas ligados à saúde mental dos cuidadores.
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