“No futuro, a prosperidade da região dependerá, cada vez mais, da capacidade de gerar, aplicar e compartilhar conhecimento. Por isso, a nossa intenção com este Fórum é que possamos criar ações concretas de cooperação entre os povos, visando à promoção da ciência, da tecnologia e do intercâmbio de estudantes e professores.”
A segunda edição do Programa Move La América vai ofertar até 1,5 mil bolsas de mestrado e doutorado sanduíche para pós-graduandos da América Latina e do Caribe acompanharem atividades de ensino e participarem de projetos de pesquisa e extensão em instituições brasileiras de educação superior. A iniciativa, do Ministério da Educação (MEC), prevê investimento de até R$ 39,2 milhões e foi anunciada na terça-feira, 30 de junho, durante o I Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu (PR).
“O Move La América fortalece a internacionalização da pós-graduação brasileira por meio de uma cooperação baseada na reciprocidade e na produção compartilhada do conhecimento. Ao aproximar universidades da América Latina e do Caribe, ampliamos as oportunidades de pesquisa, extensão, formação de recursos humanos e desenvolvimento científico para toda a região”, afirmou.
Na primeira edição, realizada em 2024, o programa selecionou 1.324 estudantes de 17 países, que desenvolveram parte de suas atividades acadêmicas em 97 instituições brasileiras.
O I Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe reuniu dirigentes universitários, representantes de organismos internacionais e autoridades para discutir estratégias de fortalecimento da educação superior, da ciência e da integração regional.
Fórum
Durante o lançamento da nova edição, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que a integração regional passa, cada vez mais, pela produção e circulação do conhecimento.
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Nesta edição, serão ofertadas 500 bolsas de mestrado sanduíche, com duração de dois a seis meses, e mil bolsas de doutorado sanduíche, com permanência entre quatro e dez meses. A prioridade será dada aos projetos desenvolvidos em instituições de educação superior das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O ministro também defendeu a continuidade do Fórum como espaço permanente de articulação entre as instituições de ensino superior da região.
Coordenado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, vinculada ao Ministério da Educação (CAPES/MEC), o programa busca fortalecer a integração regional, ampliar a cooperação científica e incentivar a internacionalização da pós-graduação brasileira.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é uma Fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC)
Para o diretor de Relações Internacionais da CAPES, professor Rui Oppermann, o programa amplia o protagonismo da educação superior brasileira na construção de uma agenda regional de cooperação.
A programação contou com debates sobre o sistema regional de educação superior, a cooperação acadêmica e a educação como direito, além do lançamento da segunda edição do Programa Move La América. Na sessão de encerramento, foi lida e aprovada a Carta de Foz do Iguaçu, que reafirma a educação superior como bem público socialmente referenciado e sugere encaminhamentos para fortalecer as relações interinstitucionais na região.
O evento foi organizado pela CAPES, pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), pela Itaipu Binacional e pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE).



