A Polícia de São Paulo fez hoje uma nova operação contra bebidas adulteradas no estado. A medida faz parte da força-tarefa para combater casos de intoxicação por metanol. Em grande parte dos casos de bebidas falsificadas, os criminosos compram garrafas originais vazias. A reciclagem das embalagens de vidro é uma das armas para evitar a falsificação.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 20 locais, em oito cidades do estado de São Paulo, incluindo a capital, litoral e interior. Os endereços dos alvos foram obtidos a partir de uma prisão feita em 3 de outubro. Naquela ocasião, o alvo foi um grande falsificador de bebidas, preso na Zona Norte de São Paulo. No local, foram encontrados rótulos, selos da Receita Federal, e milhares de itens relacionados à falsificação.
Esse grande falsificador abastecia diversos compradores. Ao todo, seis prisões em flagrante foram realizadas, incluindo uma em São José dos Campos. Segundo as investigações, esse homem comprava do falsificador grandes marcas de bebidas, como uísque, vendidas a R$ 3.000 a R$ 4.000, pagando cerca de 10% do valor por cada recipiente, o que equivalia a aproximadamente R$ 300 por vasilhame. As garrafas eram cuidadosamente selecionadas, e o líquido falsificado era inserido manualmente em cada recipiente por meio de funil.
As investigações apontam que não se trata de uma grande organização criminosa, mas de pessoas que se associaram para falsificar bebidas. Além disso, outros seis estados do país também estariam adquirindo essas bebidas falsificadas.
A força-tarefa conseguiu identificar a falsificação por meio de testes preliminares. No entanto, a contaminação por metanol só pode ser confirmada após análise do Instituto de Criminalística da Polícia Civil de São Paulo. Somente após esses exames será possível determinar se as bebidas estavam de fato contaminadas.
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