SFB se reúne com lideranças comunitárias e indígenas no sul do Amazonas
Objetivo foi detalhar e tirar dúvidas a respeito dos projetos de concessão florestal na região Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
14/03/2025 18h36
Atualizado em 14/03/2025 18h38
Nesta semana, o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) foi até o sul do Amazonas para conversar com indígenas e lideranças comunitárias a respeito de projetos de concessão florestal que estão sendo elaborados para a região. Essas reuniões são importantes para esclarecer as propostas, tirar dúvidas de quem vive próximo às áreas a serem concedidas e dar transparência ao processo. Com isso, o SFB também reconhece a importância da participação local e do conhecimento tradicional, que pode ser agregado às iniciativas. “Nessa relação com as comunidades locais, aprendemos muito e recebemos informações importantes para deixar os projetos mais adequados para a realidade local”, afirmou o diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do SFB, Renato Rosenberg.
A primeira cidade a receber o Serviço Florestal foi a de Apuí, no distrito de Sucunduri, em 11/03. A concessão em debate foi a da Floresta Nacional (Flona) do Jatuarana. O edital foi lançado há pouco mais de um mês e tem potencial de arrecadação de R$ 32,6 milhões anuais. Serão geridos 453 mil hectares em quatro Unidades de Manejo Florestal (UMFs). Saiba mais aqui.
Lideranças comunitárias e indígenas participam de reunião sobre projetos de concessões florestais.
Pouco mais de 70 pessoas, entre indígenas, representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Defesa Civil e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) participaram da reunião. Também contribuíram com o diálogo a vice-prefeita de Apuí, Dilma Porto; o cacique Leocir Carijó, da aldeia Crixi Mu’üy’bã; e o diretor-executivo da Aliança para o Desenvolvimento Sustentável do Sul do Amazonas, Domingos Bonfim.
DEPOIMENTOSA vice-prefeita de Apuí fez questão de participar da conversa porque vê com bons olhos a concessão da Flona do Jatuarana: “é um modelo que busca equilibrar conservação e desenvolvimento sustentável e, com isso, toda população daqui será beneficiada”.
Em concordância com Dilma Porto, o cacique Leocir Carijó destacou alguns pontos da iniciativa: “a concessão visa combater atividades ilegais no interior da floresta, e evita os desmatamentos ilegais. A gente entende que o projeto vai gerar emprego e renda tanto para a aldeia quanto para os comunitários locais”.
O diretor-executivo da Aliança para o Desenvolvimento Sustentável do Sul do Amazonas, Domingos Bonfim, foi além: “acredito que as concessões florestais - principalmente, por força da nova formatação - são a melhor oportunidade que temos para provar que, em todos os aspectos, a floresta em pé realmente tem mais valor do que a deitada".
A segunda reunião, em 12/03, foi na comunidade Jiahui. Lá, foi a vez de conversar sobre a concessão da Floresta Nacional (Flona) de Humaitá. O presidente da Organização dos Povos Indígenas do Alto Madeira (OPIAM), Nicélio Diahui, organizou o encontro e deixou claro que os indígenas não são contra a concessão. “Os povos indígenas querem um diálogo e que seja respeitada a consulta livre, prévia e informada sobre o direito dos povos indígenas e sobre a preservação ambiental”, pontuou o presidente da OPIAM.
A última rodada de diálogo foi com os povos Juma e Mura, nesta sexta (14). A equipe do Serviço Florestal Brasileiro dialogou sobre o projeto de concessão florestal da Floresta Nacional de Balata-Tufari. Ações como essas reforçam a transparência, o respeito às culturas tradicionais e a consideração das demandas das populações locais como elementos essenciais para a construção de uma parceria sólida e para a promoção da conservação da Floresta Amazônica de forma colaborativa e eficaz.
Texto: Serviço Florestal Brasileiro • Mais informações: ascom@florestal.gov.br • (61) 3247-9511
Categoria Meio Ambiente e Clima




