Cinco dias depois dos terremotos que afetaram a Venezuela, o número de mortos se aproxima de 1.700. Os desaparecidos podem passar de 50 mil. Nesta segunda-feira (29), o norte do país sentiu um novo tremor, bem mais fraco que os da semana passada.
Até o momento, 24 países enviaram apoio ao país vizinho, incluindo o Brasil, que mandou quatro aviões com ajuda humanitária para a Venezuela. O governo está atuando em várias frentes, trazendo de volta brasileiros que estavam em Caracas e também enviando ajuda humanitária para reforçar o socorro às vítimas.
O ministro da Defesa, José Múcio, deve chegar à Venezuela ainda nesta semana para acompanhar a situação de perto. Ele vai se reunir com lideranças locais e com equipes da Defesa Civil para alinhar a distribuição da ajuda enviada pelo Brasil. Também deve supervisionar a atuação dos militares brasileiros especializados em buscas e salvamento.
Até agora, o Brasil já enviou à Venezuela quatro aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) com equipes e materiais para auxiliar nos trabalhos de resgate. Nesse domingo, o Ministério das Relações Exteriores coordenou o envio de uma aeronave com 35 bombeiros de São Paulo e de Minas Gerais, além de cerca de sete toneladas de equipamentos de resgate e cães farejadores para reforçar as buscas em municípios mais isolados, como os do estado de La Guaira, uma das regiões mais atingidas pelos terremotos.
Desde o primeiro voo, ainda na semana passada, o Brasil mandou 71 bombeiros, um hospital de campanha operado pela Marinha, 100 purificadores de água e mais de 110 mil medicamentos e insumos médicos.
A FAB também realizou, na noite de ontem, a repatriação de 13 brasileiros que estavam retidos na Venezuela. São pessoas que pediram ajuda à embaixada do Brasil em Caracas para voltar ao país após o fechamento do aeroporto. O transporte foi feito em uma das aeronaves que haviam levado ajuda humanitária à Venezuela, aproveitando o voo de retorno ao Brasil.
Compartilhar:
