Um incêndio que inicialmente parecia um incidente em um quartel, em Brasília, revelou um crime bárbaro após o corpo carbonizado de uma mulher ser encontrado entre os escombros. A principal suspeita é de mais um caso de feminicídio.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, integrante do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, foi preso em flagrante após confessar o assassinato da cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos. O crime ocorreu ontem. Para tentar encobrir o homicídio, o soldado teria provocado o incêndio no quartel.
A vítima levou um golpe de faca no pescoço e teve o corpo incendiado. O caso será investigado como feminicídio. O soldado está preso em flagrante no batalhão da Polícia do Exército, em Brasília.
O crime se soma a uma onda de feminicídios registrados nos últimos dias no país, com ocorrências no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Recife. Amanhã, mulheres organizam manifestações contra o feminicídio em diversas cidades brasileiras.
De acordo com o delegado Paulo Noriquita, o soldado disse que o assassinato ocorreu após uma discussão. Em seu depoimento, afirmou que Maria de Lourdes teria exigido que ele terminasse um relacionamento para ficar com ela. A família da vítima nega qualquer tipo de relação entre os dois.
O suspeito está sob custódia do Exército e deverá responder por feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual, podendo ser condenado a até54 anosde prisão.
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