O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, decidiu antecipar, neste sábado (23), seu voto em mais um desdobramento do caso do Banco Master. Na pauta, a manutenção ou não das prisões de familiares de Daniel Vorcaro. Agora são dois votos pela manutenção das prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro, pai e primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
No julgamento que começou ontem, o ministro Luiz Fux acompanhou o voto do relator, André Mendonça. Gilmar Mendes pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso, o que pode durar até 90 dias, mas isso não impede que os demais ministros da Segunda Turma antecipem os seus votos, como fez Luiz Fux.
Além de Mendes, ainda falta a manifestação de Nunes Marques e Dias Toffoli, que tem se declarado suspeito de participar dos julgamentos ligados à investigação desde que deixou a relatoria do caso Master.
Para o relator, André Mendonça, a manutenção das prisões é necessária para evitar a continuidade dos crimes, uma vez que os investigados teriam mantido as práticas ilícitas mesmo após a deflagração das fases ostensivas da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. O ministro diz que após a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, há forte indicação que Felipe assumiu a condução das atividades ilícitas.
Felipe teria, por exemplo, participado da criação da empresa Infrasolar Holding, em março deste ano, que, apesar de possuir capital social de apenas mil reais, realizou uma operação financeira de quase R$ 133 milhões poucos dias após sua constituição.
Já o pai de Vorcaro é apontado nas investigações como responsável por ajudar o filho em ações de intimidação de desafetos e ocultação de recursos.
Na sexta-feira, o ministro André Mendonça determinou que Daniel Vorcaro volte para uma sala de Estado-Maior em que estava antes de ser transferido para uma cela comum da Polícia Federal. Ele foi para uma cela comum após a Polícia Federal rejeitar a proposta de delação premiada.
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