A palestra foi seguida de um debate com o público.
André destacou ainda a ligação entre as expedições e a colonização das áreas visitadas. O pesquisador lembrou que "havia uma sobreposição parcial entre a atuação como agente colonial e a atuação como cientista. E acabava que eles não tinham como desenvolver todo seu potencial como cientistas. Na cabeça da administração colonial portuguesa era isso: o papel principal deles era servir ao projeto colonial".
Em sua pesquisa, André se debruça sobre o trabalho de viajantes no Brasil durante o século XVIII. "Havia toda uma estrutura científica no Complexo da Ajuda, que despachou, preparou, treinou em Coimbra, no Curso de Filosofia Natural, preparou esses jovens pesquisadores, muitos deles nascidos no Brasil", afirmou o professor.
Sobre o palestrante
No dia 06/10, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) recebeu o professor André Augusto da Fonseca, da Universidade Estadual de Roraima (UERR), em uma atividade promovida pelo grupo de pesquisa Território, Ciência e Nação (TCN). André ministrou a palestra “Etnógrafos, geógrafos e naturalistas no rio Branco”, abordando a atuação desses agentes na região do rio Branco e refletindo sobre as relações entre ciência, território e a produção de conhecimentos sobre a Amazônia. A mediação do encontro foi feita por Carlo Romani, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
André Augusto da Fonseca é Professor Livre-Docente da Universidade Estadual de Roraima (UERR), professor permanente do PROFHISTÓRIA na UFRR e doutor em História Social pela UFRJ. É líder do grupo de pesquisa do CNPq “Laboratório de Documentação Etnográfica e Histórica do Norte Amazônico” e pesquisador visitante na Gottfried Wilhelm Leibniz Universität Hannover, na Alemanha.



