A conferência do clima voltou ao tema do financiamento ambiental, mas não aquele inicial para beneficiar países que preservam as florestas. A ideia é ter apoio financeiro para mudar a forma como produzimos e geramos energia.
O quinto dia da COP30, em Belém, reforçou a necessidade de acelerar a transição energética por meio da inovação, investimento e cooperação internacional. Também foi lançada hoje uma declaração que estabelece uma agenda para descarbonizar as indústrias.
A transição energética é o processo de substituir fontes poluentes, como petróleo, carvão e gás, por alternativas renováveis e de baixo carbono, como energia solar, eólica, biomassa e hidrogênio limpo. A necessidade dessa transição é urgente: reduzir emissões de gases de efeito estufa é essencial para limitar o aquecimento global, evitar eventos climáticos extremos e proteger ecossistemas e populações vulneráveis.
A Declaração de Belém sobre Industrialização Verde, lançada no quinto dia da COP30, e assinada por cerca de 30 países, estabelece uma agenda conjunta para acelerar a industrialização baseada em baixo carbono. O documento destaca que a medida deve criar empregos qualificados, valorizar economias locais e promover desenvolvimento social.
As discussões sobre a transição longe dos combustíveis fósseis também ganharam espaço. Mesmo com as renováveis já mais baratas, reduzir a dependência do petróleo exige planejamento e políticas integradas, capazes de envolver diferentes setores da economia.
Um grupo de 90 indígenas da etnia Munduruku realizou um protesto durante a manhã de hoje na COP30, em Belém. Os indígenas pediram uma reunião com o presidente Lula para tratar de assuntos como demarcação de terras e maior participação nas discussões da conferência.
Este foi o segundo protesto de indígenas aqui na COP30. Foi uma manifestação pacífica, mas, mesmo assim, provocou mudanças no sistema de entrada da área azul, que ficou com longas filas, já que os participantes tiveram que entrar por uma porta lateral menor.
O protesto resultou em uma reunião entre lideranças Munduruku e as ministras Marina Silva, do Meio Ambiente, e Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas. Também participou o presidente da COP, o embaixador André Corrêa do Lago.
Segundo a ministra Marina, um processo de extrusão — que é a retirada de não indígenas — vem sendo realizado desde o ano passado na terra dos Mundurukus, no Pará.
Além desse assunto, o quinto dia da COP30 reforçou a necessidade de acelerar a transição energética por meio da inovação, investimento e cooperação internacional.
Também foi lançada hoje uma declaração que estabelece uma agenda para descarbonizar as indústrias.
Compartilhar:

