O presidente Donald Trump afirmou que avalia retirar tropas dos Estados Unidos da Alemanha e reduzir o contingente militar na Itália e na Espanha. A declaração ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Washington e líderes europeus que criticaram a condução da guerra no Oriente Médio.
Questionado sobre a possibilidade, Trump afirmou que a Itália “não tem ajudado em nada” e que a Espanha tem sido “absolutamente horrível”. Na véspera, já havia indicado que uma decisão sobre a presença militar na Alemanha seria tomada nos próximos dias.
A medida é interpretada como forma de pressionar aliados da OTAN que, segundo Trump, não demonstram apoio suficiente na guerra contra o Irã. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, passou a ser alvo de críticas após não autorizar o uso de uma base aérea na Sicília por aviões militares americanos. Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez tem criticado a atuação dos Estados Unidos no Oriente Médio. Trump também mencionou a possibilidade de sanções comerciais e sugeriu a suspensão do país da OTAN.
Na Alemanha, o chanceler Friedrich Merz criticou a atuação americana, afirmando que falta uma estratégia clara para encerrar a guerra. Trump respondeu às críticas atacando a posição do líder alemão e a situação econômica do país.
As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem sem avanço, com troca de ameaças entre os dois países. Uma proposta iraniana previa a reabertura do Estreito de Ormuz, sem tratar inicialmente do programa nuclear, e foi rejeitada por Trump.
A incerteza elevou o preço do petróleo, que atingiu o maior nível em quatro anos e, apesar de leve recuo, permanece acima de 112 dólares o barril. O conflito também pressiona a economia americana. Segundo o Departamento de Defesa, a guerra já custou cerca de 25 bilhões de dólares. O órgão solicita orçamento de 1,5 trilhão de dólares para o próximo ano, acima da média histórica de gastos militares.
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