O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o Hamas e deu um prazo máximo de quatro dias para o grupo responder se aceita ou não o plano de paz proposto por ele para a Faixa de Gaza.Hoje (1) a Cruz Vermelha informou que foi forçada a suspender as operações na Cidade de Gaza devido à escalada das hostilidades.Forças israelenses continuam avançando no local, apesar dos repetidos apelos da comunidade internacional. Milhares de pessoas já deixaram a cidade no norte do território, mas muitas outras hesitam devido aos riscos à segurança e à fome generalizada.Ontem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a repórteres que deu ao Hamas de três a quatro dias para responder ao plano de paz para Gaza que ele delineou ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, um dia antes. Nas palavras do líder norte-americano, caso o grupo palestino não concorde com o acordo "o fim será muito triste". O Hamas disse que ainda está estudando a proposta.O plano apresentado por Trump prevê um cessar-fogo permanente e a libertação de todos os reféns que continuam nas mãos do Hamas, vivos ou mortos. Em troca, Israel libertará presos palestinos. O acordo sugere ainda que Gaza não será anexada por Israel e que o Hamas não terá participação no governo do território. Integrantes do grupo palestino que se renderem seriam anistiados.A proposta também inclui a retirada gradual das forças israelenses de Gaza e a desmilitarização do território. Posteriormente, o controle de Gaza seria cedido à autoridade palestina. Apesar de inicialmente ter dito que concorda com o plano, Netanyahu, afirmou que não aceitou a criação de um Estado Palestino na reunião com Trump. O líder israelense está sendo alvo de críticas de integrantes de seu governo por causa do acordo, enquanto sofre pressão dentro e fora de Israel pelo fim da guerra.
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