O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma reunião com autoridades de segurança nacional na última segunda-feira (1º) para discutir a situação da Venezuela. O encontro acontece depois de Trump confirmar que ligou para o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a imprensa dos Estados Unidos, afirmar que ele teria dado prazo de uma semana para que Maduro deixasse o país. O prazo teria vencido na última sexta-feira.
As informações foram divulgadas pela agência de notíciasReuters, que ouviu fontes com o conhecimento da chamada. Na ocasião, Maduro teria dito a Trump que deixaria a Venezuela caso recebesse anistia legal completa para ele e familiares. Também teria sido pedido o fim das sanções e o encerramento de um processo no Tribunal Penal Internacional. Mais de 100 funcionários do governo venezuelano sofrem com sanções norte-americanas. Muitos são acusados de violações de direitos humanos, tráfico de drogas ou corrupção.
Trump teria rejeitado a maior parte dos pedidos, mas deu a Maduro uma semana para que deixasse a Venezuela com a família, rumo ao destino que escolhesse.
Um dia após ao fim do prazo, Trump anunciou o fechamento do espaço aéreo venezuelano. Na segunda, a Casa Branca também confirmou que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, autorizou um almirante a conduzir os ataques que mataram 11 pessoas em um navio da Venezuela que supostamente transportava narcóticos ilegais.
A ação levantou um alerta de crime de guerra após o jornalThe Washington Postinformar que Hegseth teria ordenado verbalmente um segundo ataque letal aos náufragos que se agarravam aos destroços do barco destruído. A Casa Branca atribuiu o segundo bombardeio a razões de legítima defesa.
Desde setembro, militares dos Estados Unidos realizaram pelo menos 19 ataques contra supostos navios de tráfico de drogas no Caribe e ao longo da costa do Pacífico, matando 76 pessoas.
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