UFTM é premiada em congresso internacional de oncologia
Universidade Federal do Triângulo Mineiro, vinculada ao MEC, desenvolve estudo, já premiado, que busca entender como células do sistema imunológico atuam na imunoterapia no combate ao câncer de mama Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
21/10/2024 11h25
Rahiana Teixeira é uma das autoras do estudo premiado. Foto: Reprodução
A Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) — vinculada ao Ministério da Educação (MEC) — teve pesquisa reconhecida com o 1º lugar na categoria “Pesquisa Básica, Translacional e Ciência de Dados – Pôster” no Congresso Internacional Next Frontiers to Cure Cancer. Realizado entre 10 e 11 de outubro, em São Paulo, o evento reúne grandes especialistas do mundo na discussão de inovações no diagnóstico e tratamento do câncer.
O trabalho intitulado “Analysis Of The Functional Profile Of Dendritic Cells Used In The Immunotherapy Of Breast Cancer Induced By 4t1 Cells In Balb/c Mice” foi apresentado pela pesquisadora Rahiana Teixeira, do curso de Biomedicina, e realizado em parceria com Eleni Gomes, Julia Vieira e Saulo Silva, sob orientação de Marcia Michelin.
O objetivo do trabalho foi entender como as células dendríticas (um tipo de célula do sistema imunológico) atuam na imunoterapia para combater o câncer de mama. Buscou-se saber se elas ajudam direta ou indiretamente na destruição das células tumorais.
Os testes mostraram que as células dendríticas, quando usadas na imunoterapia, moveram-se principalmente para os linfonodos, onde apresentaram antígenos (partes do tumor) para o sistema imunológico. Em relação à destruição dos tumores, os animais tratados com as células dendríticas apresentaram menos marcadores de destruição direta das células tumorais (granzyme B, perforina e Fas) em comparação com os não tratados. No entanto, foi observado um aumento em um outro marcador (FasL), sugerindo que esse mecanismo também pode ajudar a combater o tumor. Além disso, houve uma redução no tamanho do tumor nos animais tratados.
Os resultados mostram que as células dendríticas usadas na imunoterapia não só ativaram o sistema imunológico para reconhecer o tumor, como também contribuíram para reduzi-lo de forma eficaz. Isso reforça o potencial dessas células como ferramenta terapêutica promissora para o tratamento do câncer de mama.
Este conteúdo é uma produção da UFTM, com apoio da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Categoria Educação e Pesquisa
Tags: MEC Ministério da Educação UFTM Universidades Federais Câncer Prêmio



