A mobilização em torno da consulta pública sobre o legado da Copa do Mundo feminina também integrou as discussões, reforçando a importância da participação social na definição das transformações que a competição poderá deixar para o país.
Representantes do Governo do Brasil, do Distrito Federal e da Federação Internacional de Futebol (FIFA) reuniram-se nesta terça-feira (20) para alinhamento estratégico, a fim de consolidar as ações de planejamento para a Copa de Futebol Feminino em Brasília, terceiro maior evento de interesse no mundo. O encontro ocorreu em Brasília, uma das oito cidades escolhidas para sediar o mundial no Brasil, em 2027.
Legado para além dos gramados
“Temos uma oportunidade histórica com a Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2027. O evento é uma janela de oportunidades que, além de mostrar a relevância da modalidade para o Brasil, contribui com o esporte como desenvolvimento econômico, reduz a desigualdade social, gera novos empregos, capacita e forma cidadãos, além de ser uma agenda a ser aproveitada para a profissionalização do futebol feminino. Vamos avançar no legado social esportivo”, afirmou a secretária.
Visita ao Estádio Mané Garrincha
Confira mais fotos da visita no álbum do Flickr do Ministério do Esporte.
Terceiro maior evento de interesse no mundo, o torneio perde em interesse global apenas para a Copa do Mundo Masculina e para os Jogos Olímpicos. “É um evento que traz grande impacto, é uma plataforma de inclusão social. Na Copa do Mundo da Austrália e Nova Zelândia, para cada dólar investido o impacto era de $1,34 na economia”, destacou a chefe de Relações Governamentais com as cidades-sede da FIFA, Jaqueline Barros.
Várias iniciativas já estão em andamento, como o planejamento de ações de segurança pública em pontos estratégicos, a definição dos centros de treinamento integrados à rede hoteleira, a escolha das estruturas, o espaço para o FIFA Fan Festival, além de redes de voluntariado, acessibilidade, transporte público, ações culturais e o fortalecimento do futebol feminino nas escolas.
A secretária extraordinária para a Copa do Mundo Feminina de 2027 do Ministério do Esporte, Juliana Agatte, falou sobre a trajetória do futebol feminino no Brasil, desde a concentração da prática nas periferias, falta de aceitação social que excluía as mulheres dos espaços esportivos tradicionais, passando pela proibição, persistência e resistência, até a profissionalização da modalidade.
A visita técnica ao Estádio Mané Garrincha na tarde desta quarta marcou o encerramento do ciclo de agendas presenciais do Ministério do Esporte nas cidades-sede da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027. A comitiva foi recebida pelos gestores do local, que apresentaram a estrutura do estádio, os espaços operacionais e as áreas estratégicas que poderão ser utilizadas durante a competição. O encontro também reforçou o alinhamento entre diversos setores dos governos do Brasil , do DF, e da administração do espaço para garantir uma experiência segura, integrada e preparada para receber um dos maiores eventos esportivos do mundo.
A presidente das Câmaras Temáticas, Carolina Ferreira, mostrou a importância da integração dos diversos setores do governo na condução de temas complexos, tais como a emissão de vistos, legislação trabalhista e isenção fiscal. “Queremos trazer um ambiente seguro para a Copa”, ressaltou.
Ao longo da agenda, ainda foram discutidas estratégias voltadas ao fortalecimento da base do futebol feminino, à ampliação da participação de meninas no esporte e à construção de ambientes mais seguros e inclusivos para mulheres, crianças e famílias.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte




