A Flotilha Global Sumud anunciou, esta manhã (3), que o último de seus barcos foi interceptado por Israel, encerrando a missão que buscava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.A embarcação, navegava, desde ontem, sob a expectativa de ser alvo da marinha israelense. O ministério de Relações Exteriores de Israel anunciou as deportações dos primeiros ativistas - quatro cidadãos italianos - e afirmou que os demais estão em processo para serem deportados. Ainda segundo a pasta, todos estão bem e em boa saúde.Nos últimos dois dias, Israel deteve mais de 400 ativistas a bordo das 41 embarcações que faziam parte da Flotilha. Entre os detidos estão a sueca Greta Thunberg, e o neto do líder anti-apartheid Nelson Mandela, Nkosi Zwelivelile.A operação provocou reação de diversos países. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, expulsou do país a delegação diplomática de Israel. A presidente do México, Cláudia Sheinbaum, pediu a repatriação imediata de seis mexicanos que estavam na flotilha. A Espanha, que tinha cerca de 65 cidadãos a bordo, convocou a encarregada de negócios de Israel em Madri e abriu investigação sobre possíveis crimes contra a humanidade. Já a Turquia chamou a operação de ato de terrorismo, após a prisão de 24 turcos.Protestos também foram registrados após a interceptação da Flotilha. Manifestantes foram às ruas em cidades como Atenas, Berlim, Bruxelas , Buenos aires e Roma. Somente na capital italiana, os atos reuniram mais de 10 mil pessoas, segundo a imprensa local.
Sem comunicaçãoVinte e quatro horas depois de serem capturados por Israel, integrantes da Flotilha seguiam incomunicáveis e sem suporte diplomático.Segundo a coordenadora da delegação brasileira na Flotilha, Lara Souza, os diplomatas brasileiros fizeram duas tentativas de contato. O motivo de Israel, para proibir o acesso aos ativistas, foi um feriado.
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