Quase metade das crianças e adolescentes do mundo está exposta a pelo menos três riscos climáticos que ameaçam sua saúde, educação e sobrevivência. É o que aponta um relatório inédito do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Tempestades e enchentes mais intensas, além do aumento contínuo das temperaturas globais, são fenômenos associados ao aquecimento global que afetam diretamente a vida dos mais jovens. Entre as consequências estão a destruição de escolas e as dificuldades enfrentadas por estudantes para chegar às aulas e aprender em ambientes submetidos ao calor extremo.
Segundo o relatório do Unicef, 1,1 bilhão de crianças e adolescentes em todo o mundo estão expostos a pelo menos três riscos climáticos, com impactos imediatos e de longo prazo.
No Brasil, três em cada dez crianças e adolescentes convivem com três ou mais riscos climáticos, o que representa cerca de 16 milhões de pessoas.
No Rio de Janeiro, chuvas intensas e tempestades provocam deslizamentos frequentes e deixam bairros inteiros alagados. Outro fenômeno recorrente são as ondas de calor durante o verão.
O documento mostra ainda que 47 milhões de crianças e adolescentes brasileiros estão expostos à poluição do ar, o equivalente a quase toda a população infantil do país. Além disso, 5,6 milhões estão expostos à malária, o que corresponde a 11% da população infantil brasileira.
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