Cláudio Castro (PL) comunicou, nesta segunda-feira (23), o seu afastamento aqui do Palácio Guanabara. Durante uma coletiva de imprensa, ele citou as principais conquistas de seu governo e disse que está de cabeça erguida. No seu lugar, assume o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, durante 30 dias. Nesse período, a Assembleia do Rio (Alerj) se prepara para escolher, entre os seus 70 deputados, quem será o sucessor de Castro e o novo vice.
Castro renuncia para manter o direito de participar das eleições de outubro como candidato ao Senado e também como tentativa de escapar de uma possível condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico, no processo conhecido como caso Ceperj. Ele é acusado de ter se beneficiado por um esquema de contratação irregular de milhares de funcionários temporários para trabalhar nas eleições de 2022.
Castro foi absolvido por 4 a 3 no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), mas o Ministério Público recorreu e o caso subiu para o Tribunal Superior Eleitoral, onde volta a julgamento amanhã (24). O placar contra Castro está em 2 a 0 e bastam 4 votos para condená-lo.
Mesmo que ele tenha renunciado hoje, Castro ainda estará sendo julgado pela perda de seus direitos políticos, o que poderá evitar que ele concorra em outubro. Porém, existem outras possibilidades jurídicas que ele possa tentar, talvez concorrendo sub judice. Mas isso são cenas dos próximos capítulos na política do Rio de Janeiro.
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