Cerca de um a cada quatro estabelecimentos de saúde do país está próximo de áreas de risco de desastres climáticos. A constatação é de uma nota técnica do Instituto de Estudos para a Política de Saúde (IEPS), que analisou unidades de saúde em cerca de 1.800 municípios mapeados pelo Serviço Geológico do Brasil, excluindo grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.
Mais de 22.500 unidades estão em um raio de até 500 metros de áreas de risco. Entre os equipamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), o índice é de 24%. Entre os não vinculados ao SUS, o percentual é de 18%. Quanto aos leitos, 29% estão expostos no SUS e 21% na rede não-SUS.
A pesquisa indica ainda que os territórios de risco apresentam maior concentração de crianças e adolescentes, menor renda média, pior saneamento e maiores índices de vulnerabilidade social.
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