A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) completou 18 anos neste mês de outubro. O aniversário marca um momento importante para a democracia brasileira, que se fortalece com uma comunicação pública comprometida com o direito constitucional à informação.
E para refletir sobre os desafios e os caminhos da comunicação, a Universidade de Brasília reuniu gestores da EBC, ex-dirigentes e especialistas em um debate.
O encontro reuniu ex-presidentes da EBC e especialistas em comunicação pública. Além das mesas de debate, foi assinado um acordo de cooperação entre a EBC e a Universidade de Brasília, uma parceria que promete aproximar a academia da prática da comunicação pública.
Estar nos quatro cantos do país levando informação plural e de qualidade não é tarefa simples, mas é o que a EBC faz há 18 anos. Hoje, o evento celebra o trabalho realizado, mas também pensa caminhos para a empresa seguir fortalecendo o direito à comunicação pública.
“A gente vive um processo de reconstrução disso, apontando para um futuro. E um futuro em que a EBC vai precisar ser mais fortalecida, ser institucionalmente fortalecida, ela precisa de mais investimento e ela precisa garantir uma participação social da sociedade na sua gestão, no acompanhamento da sua programação”, destacou Pedro Rafael Vilela, presidente do Comep.
A primeira presidenta da EBC, Tereza Cruvinel, relembrou a importância dos profissionais que ajudaram a construir a empresa e destacou a resistência dos trabalhadores nos momentos mais difíceis. Segundo ela, a EBC tem um papel essencial: vacinar os brasileiros contra a desinformação.
“Se nós não tivermos cidadãos bem informados, vacinados contra desinformação, fake news, manipulação, nós não vamos ter uma democracia saudável. E isso as mídias públicas podem fazer”, enfatizou Cruvinel.
Os participantes ressaltaram a comunicação pública como um pilar fundamental da democracia e da pluralidade de vozes e defenderam mais independência financeira, transparência e aumento da participação da sociedade civil nas decisões sobre o futuro da EBC.
“Um passo que nos afasta de uma história de um servilismo em relação ao poder, como se os equipamentos de comunicação não fossem do público, mas fossem uma assessoria privada de quem exerce o poder, e nos aproxima de um ideal de um jornalismo independente e não comercial, que é o ponto de chegada”, afirmou Eugênio Bucci, ex-presidente da Radiobras.
“A gente tem a missão agora de fazer com que todos esses veículos do grupo, do conglomerado de comunicação, tenham ainda mais visibilidade, mais força, mais presença, para que o jornalismo profissional seja bem exercido na TV pública, para que a comunicação de governo seja bem feita nos canais de comunicação do governo, para que a gente consiga posicionar a EBC num lugar central e estratégico para a sociedade”, ressaltou o presidente da EBC, Andre Basbaum.
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