O barulhinho o eleitor já conhece bem. Mas antes de ouvir o famoso som da confirmação do voto, tem muita gente trabalhando nos bastidores. No Espírito Santo, são 10.790 urnas sendo preparadas para o segundo turno das eleições. E não é só ligar o equipamento e ver se está tudo funcionando.
“Essas urnas, elas são, elas são devolvidas para o cartório, aí confere-se ali a os lacres, né, se tem algum lacre rompido, se não tem. Quando esse lacre está rompido, isso é registrado em ata, e aí novos lacres então ali, com a assinatura da juíza eleitoral, são colocados, né? Então, isso que é a, existe essa conferência e mais os novos dados que são inseridos também na urna eletrônica nesse período”, explica Giane Medeiros, chefe do Cartório da 1ª Zona Eleitoral.
E é teste que não acaba mais. Tem que conferir o teclado, visor, impressora, o leitor biométrico e até aquele som que a gente ouve na hora de votar. Tudo passa pelas mãos dos técnicos. As baterias também recebem atenção. Se precisar, são trocadas. Afinal, no dia da eleição, não dá para contar com a sorte.
Depois de tanta conferência, ainda não acabou. Antes de ir para os locais de votação, a urna passa por uma última etapa, que é justamente a da lacração. Onde a mídia foi substituída, inserindo uma nova, será lacrado por eles e assinado pela juíza eleitoral.
Esse trabalho não acontece só no Espírito Santo, todas as zonas eleitorais do país estão nessa mesma rotina. A preparação segue até o dia 24 deste mês, um dia antes do segundo turno. É um trabalho que exige tempo, atenção e muita organização. Até porque, se alguma coisa não funcionar como deveria no dia da votação, a Justiça Eleitoral precisa estar preparada para resolver.
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