O Ministério da Saúde paralisa, a partir desta terça-feira (9), a vacinação contra a dengue com o imunizante do Instituto Butantan, que estava justamente em fase de testes. O objetivo é investigar efeitos colaterais graves que foram registrados em alguns vacinados.
A ação é preventiva. De janeiro a 30 de maio de 2026, das mais de 500 mil pessoas que receberam doses da vacina, 3.703, que correspondem a 0,7% do total, tiveram sintomas semelhantes ao de dengue; 42 pessoas, 0,008% do total, tiveram sinais de alarme. Entre eles, que inclusive precisam ser monitorados agora por quem tomou a vacina, estão: febre, dor abdominal, vômito, sangramentos, tontura e sonolência intensa.
Dos casos mais graves, uma mulher de 39 anos teve sintomas severos de dengue, foi para a UTI e depois recebeu alta. Outra mulher, de 49 anos, e um homem 58 anos tiveram sintomas de dengue grave e morreram. O Ministério da Saúde investiga se essas mortes tiveram, de fato, relação com a vacina.
De acordo com o diretor do Programa Nacional de Imunização, o imunizante é considerado eficaz e a retirada de circulação é preventiva.
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