Ministro já recebeu representantes da Unesco, do Fundo Internacional do Desenvolvimento Agrícola e de associação que apoia familiares de vítimas da Covid-19, além de governadores
O início da gestão de Wellington Dias foi marcado pela reconstrução de importantes parcerias e retomada do diálogo com diferentes setores que podem contribuir para um trabalho integrado com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O objetivo é refazer pontes para tratar assuntos prioritários para o Governo Federal, tais como inclusão social, renda mínima e combate à fome.
Aqui estamos praticamente reatando o compromisso de parcerias”
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
Em apenas 15 dias à frente da pasta, o ministro recebeu seus pares da Casa Civil, Rui Costa, dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, além de governadores, representantes de entidades assistenciais e de organismos internacionais com o objetivo de refazer pontes para tratar assuntos de interesse comum.
Na última quinta-feira (12.01), Dias teve uma reunião com a diretora da Área Programática da Representação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto. O encontro reafirmou a cooperação internacional e a parceria do Governo Federal com a organização em torno das políticas sociais.
“Aqui estamos praticamente reatando o compromisso de parcerias”, explicou o ministro. “É interesse total por parte do Ministério do Desenvolvimento Social e do presidente Lula que a gente possa ter essa relação, que tem trazido importantes resultados para o Brasil, e especialmente agora na área social, de forma integrada com a educação e com outros setores. Hoje acertamos de seguir trabalhando juntos”, contou Wellington Dias.
Marlova Noleto lembrou a histórica cooperação da Unesco na formulação de programas e iniciativas do MDS, e colocou a organização à disposição do Governo Federal. “Hoje estamos juntos reafirmando nosso compromisso de trabalhar pelos mais vulneráveis, pelos que mais precisam, na política de assistência social, na política de cuidados e proteção social, de inclusão produtiva, da revisão do Bolsa Família, contribuindo para não deixar ninguém para trás”, afirmou a diretora.
Outro encontro, desta vez com o diretor do Fundo Internacional do Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Claus Reiner, teve o objetivo de unir forças para garantir a segurança alimentar dos brasileiros. “Hoje, 28% da população brasileira têm algum grau de desnutrição, ou seja, têm uma insuficiência alimentar”, lembrou o ministro. “Há necessidade de se trabalhar o planejamento do Plano Safra, tanto para os pequenos, os médios e os grandes, focado naquela alimentação que é necessária na mesa de cada brasileiro e brasileira”, prosseguiu Wellington Dias.
O objetivo é integrar ações de segurança alimentar, como a merenda escolar, as cozinhas solidárias, os restaurantes comunitários, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no qual o Governo Federal compra a produção da agricultura familiar e distribui para a rede de assistência social, dentre outras. Todos os esforços são alinhados com a principal meta do MDS, que é tirar o Brasil do mapa da fome.
Segundo o diretor Claus Reiner, a participação do FIDA será com investimentos no desenvolvimento rural para impactar a população mais vulnerável, inserindo essas pessoas no setor produtivo para que elas superem a pobreza. “Temos muitas atividades em comum, com investimentos no fomento e também com investimentos previstos para formar fundos”, pontuou Reiner. “Estamos com muita vontade de colaborar para fazer funcionar melhor ainda essas atividades e criar novas políticas públicas com financiamento futuro do FIDA”, garantiu.
O ministro do Desenvolvimento Social também teve uma importante agenda com o v ice-diretor Geral e representante Regional da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) para a América Latina e o Caribe, Mario Lubetkin, na primeira semana do mês. Na ocasião, foram debatidas
estratégias e possíveis ações de resposta à crise global de alimentos e seus impactos na região. Também foi discutido o processo de assistência técnica regional que a FAO oferece em termos de políticas e programas integrais de combate à fome e à má nutrição.
“O governo brasileiro, e o MDS especialmente, tem históricas e importantes parcerias com a FAO, e neste encontro voltamos a fortalecer laços e o compromisso de ampliar entendimentos focado nas duas grandes metas do presidente Lula: tirar o Brasil do mapa da fome e ainda tirar o Brasil do mapa da insegurança alimentar e nutricional“, frisou Wellington Dias.
Parcerias e apoio
Além dos organismos internacionais, o ministro Wellington Dias também recebeu o apoio e a sinalização de parcerias com entidades, como a Associação Nacional Vida e Justiça em Apoio e Defesa dos Direitos das Vítimas da Covid-19. Durante o encontro, que também contou com a presença do ministro de Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, foi discutida a necessidade de o país ter um olhar especial para as crianças e os adolescentes que ficaram órfãos devido à pandemia , tendo como referência o programa social Nordeste Acolhe.
É uma fase de organização e queremos acertar. E acertar é apostar em fazer uma integração do Governo Federal com os estados, os municípios, o setor privado, os movimentos sociais, a Academia”
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
“A questão dos órfãos da Covid é uma preocupação no centro do planejamento dos dois ministérios. Vamos criar uma interação institucional para dar vazão àquilo que o presidente Lula colocou como prioridade, que é a transversalidade, ou seja, trabalhar numa interação. Essa é a primeira conversa de muitas que teremos”, comentou Silvio Almeida.
No intuito de retomar o Pacto Federativo, o ministro ainda teve reuniões com os governadores do Piauí, Rafael Fonteles , e do Ceará, Elmano de Freitas , para discutir parcerias dos estados com o MDS em iniciativas com foco no combate à fome e à pobreza. “É uma fase de organização e queremos acertar. E acertar é apostar em fazer uma integração do Governo Federal com os estados, os municípios, o setor privado, os movimentos sociais, a Academia”, afirmou Wellington Dias.
O trabalho conjunto vai abarcar também os conselhos da Assistência Social e da Segurança Alimentar e Nutricional , fechados em 2019 pelo governo anterior. O objetivo é reconstruir toda a rede assistencial do Brasil. “Praticamente se cortou, se interrompeu a relação entre o Governo Federal, estados e municípios. E não houve mais repasse de cofinanciamento para a área social, para sustentar políticas necessárias. Agora nós estamos trabalhando com um olhar para quem verdadeiramente precisa. É isso o que deseja o presidente Lula”, reforçou o ministro.
Com os municípios, Wellington Dias tem agenda nos próximos dias com diversos prefeitos e com a Confederação Nacional de Municípios.
Integração
Para realizar uma das medidas prioritárias da nova gestão, que é a atualização do Cadastro Único, a parceria com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) é fundamental para garantir um conjunto de providências voltadas para a segurança de dados na tomada de decisões para acabar com a fila de espera para os programas sociais.
O alinhamento de esforços para cumprir as metas iniciais da gestão do Desenvolvimento Social foi feito com o ministro da Casa Civil. Cadastro Único, combate à fome, novo Bolsa Família e fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) foram alguns dos temas tratados.
Com o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Paulo Teixeira, foram debatidas estratégias para reduzir a insegurança alimentar na zona rural e facilitar o acesso de agricultores familiares a crédito de forma desburocratizada.


