A um dia do fim dos Jogos Paralímpicos de Paris, Brasil já faz a maior campanha da história
O Brasil alcançou neste sábado, 7, seu recorde de medalhas na história de uma edição de Jogos Paralímpicos. Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
07/09/2024 15h07
Mariana D'Andrea comemora a conquista da medalha de ouro em Paris. Mariana D'AndreaFoto: Ana Patrícia/CPB
Na manhã deste sábado, em Paris 2024, o Brasil superou os 72 pódios conquistados no Rio-2016 e em Tóquio-2020. Com as medalhas conquistadas até o início da tarde de hoje, totalizamos 85, e confirmamos a maior campanha de todos os tempos.
Até o momento em Paris, o Brasil tem 23 medalhas de ouro, 25 de prata e 37 de bronze, totalizando as 85 que já têm as cores definidas.
Os resultados da manhã de hoje
O recorde chegou no pódio duplo nos 200m da classe T37 (paralisados cerebrais). O fluminense Ricardo Mendonça ganhou a medalha de prata, e o paulista Christian Gabriel ficou com o bronze, ultrapassando as 72. O Brasil havia terminado a sexta-feira, 6, com 70 pódios – antes, já neste sábado, Rayane Soares havia conquistado o ouro nos 400m T13 .
A primeira vez que o Brasil ganhou medalha em Jogos Paralímpicos foi em Toronto 1976, uma prata. A dupla formada por Robson Almeida e Luiz Carlos Costa ficou com a prata no Lawn Bowls, um esporte semelhante à bocha.
O bronze do paulista André Rocha, no lançamento de disco da classe F52 (atletas que competem em cadeiras de rodas) em Paris, no domingo, 1, foi a medalha de número 400 do Brasil nos Jogos Paralímpicos. E neste sábado, o Brasil já alcançou a marca de 450 medalhas no megaevento, com o ouro da halterofilista Mariana D’Andrea.
Halterofilismo
A paulista Mariana D’Andrea, 26, conquistou a medalha de ouro no halterofilismo, na categoria até 73kg. Assim, a atleta brasileira garantiu o bicampeonato paralímpico – ela já havia vencido em Tóquio 2020.
Para vencer a prova, Mariana levantou 148kg, o novo recorde paralímpico. Ela superou Ruza Kuzieva, do Uzbequistão, que levantou 147kg e ficou com a medalha de prata, e a turca Sibel Cam, que levantou 120kg e ganhou com o bronze
Atletismo
A corredora maranhense Rayane Soares, 27, se tornou campeã paralímpica ao vencer os 400m da classe T13 (deficiências visuais) no atletismo. Além da medalha de ouro, Rayane quebrou o recorde mundial da prova, uma marca que durava desde 1995.
Rayane completou o percurso em 53s55, superando os 54s46 da estadunidense Marla Runyan, que durava desde 2 de janeiro de 1995, há quase 30 anos. A prata neste sábado, no Stade de France, ficou com Lamiya Valiyeva, do Azerbaijão, que completou a prova em 55s09, e o bronze ficou para a portuguesa Carolina Duarte, com o tempo de 55s52.
O Brasil teve um pódio duplo nos 200m da classe T37 (paralisados cerebrais). O fluminense Ricardo Mendonça ganhou a medalha de prata, e o paulista Christian Gabriel ficou com o bronze.
O sul-mato-grossense Paulo Henrique dos Reis conquistou a medalha de bronze no salto em distância T13 (deficiência visual). Com o seu melhor salto em 7,20m, a sua melhor marca na temporada, ele garantiu o terceiro lugar no pódio. Paulo Henrique é estreante em Jogos.
O paulista Eduardo Pereira, estreante em Jogos, ficou na sexta colocação na final do arremesso de peso F34 (paralisados cerebrais). Ele teve como melhor arremesso 11,03m. O vencedor da prova foi o colombiano Mauricio Valencia, com 11,71m.
Judô
O Brasil já tem quatro medalhas garantidas no judô, neste sábado, com quatro lutadores que foram para a final. O gaúcho Marcelo Casanova ainda pode ganhar mais uma, a quinta, na disputa pelo bronze contra Simone Cannizzaro, da Itália, na categoria até 90kg da classe J1 (cegos totais ou com percepção de luz) – veja mais abaixo os finalistas e os adversários.
O Brasil já tem, portanto, sete medalhas garantidas no judô em Paris 2024. A paulista Alana Maldonado foi ouro na categoria até 70 kg da classe J2 (atletas que conseguem definir imagens), a carioca Brenda Freitas foi prata na categoria até 70 kg da classe J1, e a potiguar Rosicleide Andrade foi bronze na categoria até 48kg na classe J1.
Canoagem
Foram duas medalhas neste sábado. O piauiense Luís Carlos Cardoso ganhou a prata nos 200m da classe KL1 (usa somente os braços na remada). Foi sua segunda medalha paralímpica, repetindo a prata de Tóquio 2020. Ele completou a prova em 46s42. O ouro foi para o húngaro Peter Kiss, que marcou 44s55, recorde paralímpico, e o bronze foi para o francês Remy Boulle, com 47s01.
O paranaense Miqueias Rodrigues conquistou a medalha de bronze nos 200m da classe KL3 (usa braços, tronco e pernas na remada). Ele completou a prova com o tempo de 40s75.
O ouro ficou com o argelino Brahim Guendouz, com o tempo de 39s91, e a prata com o australiano Dylan Littlehales, que marcou 40s68. É a primeira medalha paralímpica de Miqueias, estreante em Jogos.
Assessoria de Imprensa CPB com Assessoria do Comunicação do MEsp
Categoria Cultura, Artes, História e Esportes




