A polícia continua investigando as causas do choque entre dois helicópteros no último domingo (14), no Rio de Janeiro, que deixou 6 mortos. A suspeita de que as aeronaves faziam táxi-aéreo clandestino foi descartada nesta terça-feira (16).
Até o momento, os corpos dos brasileiros Lucas Brito, Charles Marsillac e Alexandre Souza e dos argentinos Gaspar Prim e Lucas Vignale foram identificados. Das 6 pessoas que morreram, só falta identificar oficialmente o cantor americano Oliver Tree. Como o corpo ficou carbonizado, a identificação terá que ser feita pelo exame da arcada dentária ou através de DNA.
A investigação está com a Delegacia de Polícia do Recreio dos Bandeirantes. A perícia foi realizada no local e agentes aguardam o laudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
As aeronaves colidiram no ar e caíram em cima de uma concessionária de automóveis elétricos, causando o incêndio de 20 veículos.
Moradores da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes já vinham demonstrando temor com o tráfego de helicópteros na região.
O Aeroporto de Jacarepaguá é o mais movimentado do país na aviação geral, que engloba os voos de aeronaves menores. É a região onde os dois helicópteros colidiram no domingo. De acordo com relatório do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, só em maio, o aeroporto registrou mais de 7.900 pousos e decolagens de helicópteros. Quase um terço do total do Brasil. Um aumento de quase 16% em relação a maio do ano passado.
Um dos motivos é que o local se consolidou como a principal base de apoio para o transporte de trabalhadores para as plataformas de petróleo e gás localizadas nas bacias de Santos e de Campos. Uma outra explicação é a grande quantidade de voos turísticos que decolam do aeroporto para passeios sobre a cidade.
O crescimento desse tipo de transporte tem sido registrado no Brasil inteiro. De 2024 para 2025, os voos de aviões de pequeno porte aumentaram cerca de 5%. O de helicópteros, mais de 12%.
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