Acordo sobre o rompimento da barragem em Mariana (MG) deve garantir reparação esperada pela sociedade, defende AGU
Adjunto do advogado-geral da União, Junior Fideles, participou de audiência em comissão da Câmara dos Deputados Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
24/04/2024 20h22
O adjunto do advogado-geral da União, Junior Fideles, durante participação em audiência pública
- Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
“Nós faremos acordo, mas desde que acreditemos que esse acordo seja capaz de enfim levar a reparação que a sociedade, que os atingidos esperam. Se não for possível fazer esse acordo, nós vamos continuar buscando a reparação no Judiciário”.
As declarações foram dadas pelo adjunto do advogado-geral da União, Junior Fideles, durante participação em audiência pública da Comissão Externa de Rompimentos de Barragens da Câmara dos Deputados na qual foi discutido o caso da Barragem do Fundão, em Marina (MG).
As tratativas com as mineradoras responsáveis pelo rompimento da barragem (Vale, BHP e Samarco) para que seja repactuado um acordo de reparação pelos danos causados foram retomadas recentemente após serem paralisadas no final do ano passado em razão dos governos federal e estaduais de Minas Gerais e Espírito Santos considerarem insuficiente a proposta de compensação apresentada pelas empresas. As mineradoras já fizeram uma nova proposta, que agora está sob análise do Poder Público.
“Nós precisamos fazer a repactuação, nós estamos empenhados pra isso, estamos trabalhando pra isso, mas não vamos fazer qualquer repactuação”, disse Fideles. “A União tem responsabilidade com os atingidos, tem responsabilidade com esse processo”, assinalou, acrescentando que os próprios atingidos pelo rompimento da barragem deveriam contar com representantes nas negociações.
Categoria Justiça e Segurança
Tags: Minas Gerais




