A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) participou, nesta quarta-feira (11/3), do workshop online “Fortalecimento da Governança da Gestão Integrada dos Reservatórios do Setor Elétrico – Instrumentos e Estratégias para Melhorar o Atendimento a Usos Múltiplos em Situações Excepcionais”, promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A iniciativa integra o Plano de Recuperação dos Reservatórios de Regularização do País (PRR) e reuniu representantes institucionais dos setores de energia e de recursos hídricos para discutir mecanismos capazes de aprimorar o atendimento aos usos múltiplos da água em cenários de escassez ou cheias.
A Agência foi representada por Alan Vaz Lopes, superintendente adjunto de Operações e Eventos Críticos, e Joaquim Gondim, superintendente de Operações e Eventos Críticos. Alan participou do Painel Técnico 1, que debateu alternativas de instrumentos de gestão e estratégias para mitigação de impactos aos usos múltiplos dos reservatórios durante situações excepcionais. Já Joaquim integrou o Painel Técnico 2, dedicado ao papel da comunicação na integração entre a gestão de recursos hídricos e a gestão eletroenergética em situações excepcionais.
Durante sua participação, Alan ressaltou que os impactos das crises hídricas tendem a se intensificar diante das mudanças climáticas, o que exige preparação institucional e mecanismos capazes de reduzir perdas e conflitos entre os diferentes usuários da água. “Hoje, quando ocorre uma crise hídrica ou hidroenergética, há impactos sobre os diversos usos da água. Com o processo de aquecimento global e com as mudanças climáticas, o que estamos vendo é que novas crises virão, e elas virão de maneira mais intensa”, apontou.
Ao tratar dos critérios para a criação de mecanismos de mitigação e compensação durante crises hídricas, o superintendente destacou que as soluções precisam considerar as especificidades de cada setor que depende dos reservatórios. “Primeira coisa: esse mecanismo precisa ser específico para cada setor usuário. Quando a gente for falar tanto de mitigação quanto de compensação, se você for falar de navegação, por exemplo, existe uma especificidade do setor. Então é por aí que a gente precisa caminhar: entender melhor cada setor e qual é o impacto que cada um sofre”, explicou.
Comunicação como ferramenta de integração
No segundo painel, Joaquim Gondim destacou o papel da comunicação na tradução da complexidade técnica da gestão de reservatórios para a sociedade e para os usuários das bacias hidrográficas.
“Traduzir crises eventualmente existentes, por exemplo, um atendimento hidroenergético, eletroenergético, para uma pessoa que mora na beira de um rio, que só conhece aquele rio perto de um reservatório que fica talvez a quilômetros de distância. Então, esse é o grande primeiro desafio, é você trazer um grupo de planejamento integrado para uma situação individualizada”, contextualizou.
Segundo ele, a atuação institucional também envolve tornar informações técnicas acessíveis a públicos mais amplos. “São situações como essa que tornam a necessidade de ter um interlocutor que consiga traduzir essa complexidade técnica para um ambiente que as pessoas possam entender. E esse é o papel da ANA”, apontou.
Joaquim também citou como exemplo o Monitor de Secas, ferramenta produzida pela Agência para acompanhar a evolução da estiagem no país. “Se a ANA produz um monitor de secas e deixa na sua página, ou só os experientes, ou os especialistas leem. O que a ANA faz? Ela publica no site e imediatamente e veículos de comunicação de grande alcance publicam na hora, tornando aquela informação do monitor que estava acessível a poucas pessoas acessível a milhões de pessoas”, explicou.
A programação do workshop contou ainda com um painel de abertura dedicado à contextualização e às etapas de desenvolvimento da ação voltada ao fortalecimento da governança da gestão integrada dos reservatórios no âmbito do PRR. O encontro reuniu representantes de instituições como o Ministério de Minas e Energia (MME), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), comitês de bacias hidrográficas e especialistas do setor, com o objetivo de discutir instrumentos e estratégias capazes de aprimorar a gestão dos reservatórios em situações excepcionais e fortalecer a integração entre políticas públicas de energia e de recursos hídricos.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
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