O Senado Federal rejeitou por unanimidade a chamada PEC da Blindagem, que previa que parlamentares só poderiam ser investigados depois da aprovação dos colegas no Congresso.
A proposta motivou protestos populares em todo o país no último domingo.
Em poucas horas, os senadores enterraram a polêmica que tomou as ruas. Os 26 membros da Comissão de Constituição e Justiça seguiram o parecer do relator Alessandro Vieira, contrário ao texto, e votaram para encerrar as discussões sobre a proposta que dificultaria o andamento de processos criminais contra parlamentares. Para Vieira, o objetivo da PEC não era proteger a atividade parlamentar, mas sim atender aos interesses de figuras públicas que buscavam dificultar ou retardar investigações criminais.
Durante a sessão, parlamentares classificaram a proposta como imoral e uma tentativa de criar um escudo contra a corrupção. O episódio também reforçou a pressão popular: milhares de pessoas foram às ruas em diferentes cidades pedindo a rejeição não apenas da PEC, mas também do projeto de anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Após a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, arquivou a proposta, declarando que o tema é inconstitucional.
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