Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública mostra que 4,4 mil armas, como fuzis, submetralhadoras e carabinas, foram retiradas de circulação
Brasília, 22/10/2026 – As forças de segurança estaduais e federais apreenderam 4.400 fuzis, submetralhadoras e carabinas no Brasil entre janeiro e setembro de 2026. O número representa um aumento de 55% em relação ao mesmo período de 2022, quando foram apreendidas 2.839 armas dessas categorias. Os dados são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Entre os armamentos apreendidos, o número de fuzis passou de 852, em 2022, para 1.453, em 2026, um crescimento de 70,5%. As apreensões de submetralhadoras aumentaram de 310 para 465, alta de 50%. Já o total de carabinas passou de 1.677 para 2.482, avanço de 48%. No período analisado, 25 das 27 Unidades da Federação registraram aumento nas apreensões dessas armas.
De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, as apreensões reduzem a capacidade operacional de grupos criminosos e ampliam o alcance das investigações.
“Cada arma de alto poder de fogo retirada de circulação representa uma oportunidade de impedir que esse armamento seja utilizado em homicídios, roubos e confrontos armados. As apreensões também contribuem para as investigações, permitindo identificar a origem das armas, rotas de circulação e possíveis conexões com organizações criminosas. Por isso, é fundamental integrar as forças de segurança e fortalecer os mecanismos de controle e rastreabilidade”, afirma o secretário.
Controle e rastreabilidade de armas
Entre as ações do Governo Federal para o aumento das apreensões de armas em todo o Brasil, está a criação da Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (Renarme), iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em vigor desde março deste ano.
Com a participação de outros órgãos federais, como o Ministério da Defesa e o Ministério da Fazenda, além de forças estaduais e distritais, a Renarme é voltada à interlocução e ao compartilhamento de informações e de inteligência.
Integram as competências da rede a identificação dos armamentos apreendidos e a consulta a informações disponíveis nos sistemas oficiais para subsidiar investigações relacionadas à procedência das armas, à regularidade dos registros e a eventuais desvios para o mercado ilegal.
O cruzamento de dados, quando aplicável, também pode auxiliar na identificação de vínculos entre diferentes ocorrências e na compreensão das rotas de circulação desses materiais.
